"E Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
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Erros na Educação dos Filhos

“Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o SENHOR, teu Deus”. Deuteronômio 8.5

-Introdução: A educação dos filhos é um desafio que se revela cada vez maior a todo instante para os pais. Diante de um mundo com valores invertidos e com uma proposta de liberdade, os pais precisam tomar uma posição sobre como educar seus filhos. Todas as pessoas são passíveis de erros, inclusive os pais. Contudo os erros dos pais comprometem o futuro de seus filhos. Por isso os pais precisam minimizar ao máximo estes erros. Uma forma de aprender é seguir bons exemplos e também evitar erros já conhecidos.
Como você tem educado seu filho?
Reflita em alguns erros na educação de filhos usando palavras coincidentemente com ‘p’ de paternidade:




1- PATERNALISMO – Davi:
Davi foi um bom filho, um bom instrumentista, bom guerreiro e excelente rei de Israel, mas como pai deixou muito desejar com seus filhos. Provavelmente porque estava sempre ocupado em batalhas e compromissos da monarquia (I Reis 1.6). Contudo o relacionamento de Davi com seus filhos demonstra ser bom. Não os maltratava ou deixava faltar o que precisassem. Entretanto àqueles filhos faltava a presença paternal e a correção quando necessário (II Samuel 18.5). As consequências foram desastrosas. Seu filho Amnom estuprou a própria irmã cometendo incesto (II Samuel 13), Absalão matou o seu irmão Amnom (II Samuel 13.23) e depois disso se rebelou contra seu pai Davi (II Samuel 17.27 e 18.18). Adonias também tentou usurpar do trono quando Davi estava velho e demorava em determinar seu sucessor (I Reis 1.5).
O paternalismo é considerado uma falta de posicionamento diante dos problemas. Muitos pais tentam se mostrar bons, mas na verdade precisam também mostrar firmeza. Na hora da resposta ou decisão os filhos podem achar o pai duro, mas depois sentirão segurança de um homem que sabe o que é melhor.
Pais: sejam firmes com seus filhos!

2- PROTECIONISMO - Moisés:                                                                                
Moisés não havia circuncidado seu filho que teve em Midiã com Zípora filha de Jetro. O texto não diz qual dos dois filhos ficou sem circuncidar, ou o motivo deste descuido. Talvez Moisés, como muitos pais, tenha ficado condoído do filho, por causa das dores da circuncisão. Mas com isso estava deixando seu descendente sem a marca da Aliança de Deus com seu povo (Gênesis 17.9-14). Por isso Deus ascendeu sua ira sobre ele (leia Êxodo 4.24-26). Deus iria castigar Moisés por sua desobediência, “então, Zípora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, lançou-o aos pés de Moisés... assim o Senhor o deixou” (Êxodo 4.25,26).
Quando Jetro vai ao encontro de Moisés para levar seus filhos e sua esposa de volta, demonstra que a família de Moisés estava ausente durante sua travessia pelo deserto (Êxodo 18.1-6). Provavelmente Moisés estava tentando proteger seus filhos das dificuldades que enfrentariam, mas Deus estava cuidando de seu povo e não havia porque privar sua própria família de experimentar os milagres de Deus.
A superproteção de muitos pais impede que os filhos enfrentem dificuldades comuns da vida, com isso vão ficando imaturos e quando finalmente precisam encarar os desafios, estes se tornam ainda mais dolorosos. Quanto mais cedo os filhos aprenderem a suportar os problemas da vida, mais preparados estarão para o futuro.
Pais: protejam seus filhos, mas deixe-os aprender a lutar!

3- PERMISSIVIDADE - Eli:
O sacerdote Eli foi repreendido por Deus através de Samuel por causa dos pecados de seus filhos. Hofni e Finéias atuavam como sacerdotes junto com seu pai (I Samuel 1.3), mas na verdade se portavam como “filhos de Belial” (I Samuel 2.12) e se prostituíam (I Samuel 2.22). Embora Eli tenha repreendido seus filhos uma vez (I Samuel 2.23), não usou da severidade necessária, permitindo que continuassem a ministrar como sacerdotes. Deus levantou um profeta para advertir Eli sobre os pecados de seus filhos (I Samuel 2.27-36).
O menino Samuel foi levantado por Deus para suceder Eli no ministério sacerdotal e também relatou o aviso de Deus quanto aos filhos de Eli (I Samuel 3.11-14). Mesmo sabendo da mensagem Divina, Eli não tentou mudar a situação intercedendo por seus filhos, pedindo perdão, ou mesmo os repreendendo, antes se conformou respondendo a Samuel “é o SENHOR; faço o que bem lhe aprouver” (I Samuel 3.18). O que Deus falou aconteceu quando “foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias” (I Samuel 4.11). O próprio Eli não suportou tamanha tristeza e caiu para traz morto de tristeza (I Samuel 4.13).
Muitos pais deixam os filhos fazer o que querem e depois não conseguem mais controla-los. Os pais liberais são incentivados pela mídia e por um modo de vida libertina. As consequências disso estão nas estatísticas de tantos jovens mortos precocemente, escravos de vícios ou atrás das grades de uma prisão. Tudo isso por que não aprenderam a ter limites e em busca de tanta liberdade acabam presos.
Pais: ensinem limites a seus filhos!

4- PARCIALIDADE - Abraão:
Abraão mentiu duas vezes dizendo que sua esposa Sara era sua irmã (Gênesis 12.10-20 e 20.1-18), o que era uma meia verdade, pois Sara era mesmo sua parenta, contudo era sua esposa. Mais tarde Isaque repetiu o mesmo erro de se pai mentindo que Rebeca seria apenas sua irmã (Gênesis 26.6-10). Em todos os dois casos as consequências só não foram maiores porque as pessoas perceberam a tempo. Abraão também foi parcial quando tomou partido de Sara e deixou abandonado seu filho Ismael com a mãe Agar (Gênesis 21.14).
Muitos pais são homens de “ânimo dobre” (Tiago 1.8), mostrando duas formas de ser, uma dentro de casa e outra fora. Isso confunde os filhos, que ficam sem saber para que lado vão. No futuro, estes filhos muitas vezes se decidem pelo pior lado. Então estes mesmos mais dizem: ‘mas eduquei meus filhos na igreja’, contudo foram parciais e não serviram ao Senhor de todo o coração (Marcos 12.30). A verdade por mais dura que seja sempre será o melhor para os filhos, libertando-os de todo engano (João 8.32).
Pais: não sejam parciais com seus filhos!

5- PROJEÇÕES - Isaque:
Isaque e Rebeca projetaram sobre seus filhos os seus problemas pessoais, porque “Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó” (Gênesis 25.28). Por culpa de suas preferências pessoais, seus filhos ficaram divididos. Mais tarde Jacó trapaceou Esaú enganando também seu pai com ajuda de sua mãe (Gênesis 27.1-46). Por muitos anos estes dois irmãos não se encontraram até conseguirem se perdoar (Gênesis 33.4). Suas vidas se distanciaram tanto, que à semelhança de muitas famílias, se encontraram poucas vezes como para enterrar seu pai (Gênesis 35.29).
Muitos pais fazem isso com os filhos, projetando sobre eles os seus problemas pessoais ou conjugais, bem como seus sonhos e ideais querendo realizar em seus filhos o que não conseguiram. Também acontece que a casa fica dividida (Marcos 3.25) quando mãe diz uma coisa e o pai outra, então os filhos ficam servindo a “dois senhores” (Mateus 6.24). Os filhos precisam de liberdade para assumir sua própria identidade, embora consequentemente herdem de seus pais características normais.
Pais: não projetem seus problemas sobre os filhos!

6- PREFERÊNCIAS - Jacó:
Jacó deixava claro sua preferência por José, pois “Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas” (Gênesis 37.3). Esta forma de tratar José diferente dos outros irmãos gerou ciúmes que os levaram a lançar José numa cisterna e depois o vender como escravo, mentindo para seu pai que havia morrido (Gênesis 37.23,28 e 33). Com isso os irmãos de José queriam chamar a atenção do pai. Somente depois de muitos anos toda a verdade foi revelada e aquela família conseguiu se reunir novamente através do perdão (Gênesis 45.15).
Existem famílias que não conseguem se restaurar como a de Jacó conseguiu. Muitos irmãos preferidos e injustiçados não perdoam como José perdoou. Nem todos os irmãos preteridos como os irmãos de José conseguem reconhecer seus erros. Infelizmente existem erros que são irreparáveis. Por isso os pais devem se esforçar por tratar os filhos igualmente.
Pais: não tenham preferência por um filho apenas!

7- PROVISIONISMO – pai do filho Pródigo:
O pai do filho Pródigo providenciou imediatamente o que o filho pediu (Lucas 15.12). Embora este pai nos dê um exemplo de paternidade aberta para perdoar o filho que errou, mas será que não houve algum erro deste pai antes da saída do filho? Por que este filho queria ir embora de casa? Estas questões estão em aberto e sem respostas exatas, o que deixa espaço para questionarmos e buscar alternativas dentre fatos comuns às famílias atuais.
Observação: Faço esta reflexão reconhecendo ser uma conjectura e sem jamais desmerecer o lindo exemplo do pai acolhendo o filho. Também não deixamos a interpretação teológica comparando o pai com Deus e o filho com o pecador, mas agora estamos fazendo uma aplicação para as famílias.
Muitos pais e filhos querem fazer prodígios, ou seja, realizar grandes coisas e com isso acabam deixando faltar em suas famílias. Apenas dar o que os filhos pedem não é o suficiente. Os pais não devem apenas ser provedores de necessidades dos filhos, mas sua presença e cuidado é o que mais necessitam. Se os pais começam a fazer tudo o que os filhos pedem, estes se tornam mimados e sempre querem mais, sem ter limites. Um dia a vida diz não para os mesmos, que estarão despreparados para repostas negativas e por isso fica em crise.
Pais: não façam tudo o que os filhos pedem!

Eduque seus filhos na presença do Senhor!

-CONCLUSÃO:
A Palavra de Deus diz que a melhor forma de educação é “criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito” (I Timóteo 3.4). Os exemplos citados podem ajudar os pais a eliminar comportamentos nocivos aos seus filhos como o paternalismo, o protecionismo, permissividade, parcialidade, projeção, preferências e provisionismo. O caminho estreito é o mais difícil, mas a porta larga conduz a perdição (Mateus 7.13).

Pais, clamem a Deus por seus filhos!



Não Ensine seu Filho Através do Suborno



Quem já ouviu – ou até falou para seus filhos: “se você se comportar no mercado, vou comprar aquele chocolate quando formos embora”?

Ou “Se você ler este artigo até o final, vai ganhar meus parabéns”. (Suborno)

Gostaria de compartilhar algo que tenho aprendido sobre a educação de infantes – faixa etária que contempla crianças de 12 a 36 meses. A recompensa é algo natural no desenvolvimento do ser humano. A maioria – ou se não todos – gostam de receber recompensa por fazer ou terminar algo (bem feito). Mas precisamos diferenciar o que é recompensa e o que é suborno.

Recompensar (ou reforçar positivamente) significa reconhecer um ato do filho como louvável, ou seja, como algo aprovado pelos pais. Quando a criança é recompensada, ela sente que conseguiu um retorno bom por ter realizado algo, ter apresentado um bom comportamento ou terminado uma tarefa mesmo que não tenha alcançado o resultado desejado ao final. Por outro lado, o Subornoconsiste em prometer, oferecer ou pagar a criança com presentes, títulos ou até dinheiro para que se tenha o comportamento esperado. O “prêmio” é prometido antes do comportamento.

Como os pais solicitam nada mais que o dever dos filhos na execução de uma tarefa ou no desenvolvimento de um comportamento, precisamos recompensar e não subornam. O reforço ou prêmio vem após a execução correta do comportamento esperado.

Todo comportamento estabelecido na criança através do suborno, este se perde assim que se retira o benefício. Esse sentimento desenvolve nas crianças a heteronomia, que faz com que elas tenham a percepção de que suas ações vêm sempre acompanhadas de algo externo a elas, em forma de benefício material ou concreto, mas isso é assunto para outro texto.

Por ora vejamos os tipos de suborno na educação:
Extorsão: “se não vier agora com a mamãe você vai ficar sozinha no parque e o homem mau vai te pegar”.
Troca: “se entrarem no carro o papai compra um sorvete”.
Tráfico de Influência: “Se você não obedecer, eu vou contar para o teu pai”.

Pense agora: que tipo de filhos queremos ter? Aqueles que cedem às injustiças e “jeitinhos” para conseguir algum benefício próprio? Ou aqueles que valorizam a honestidade e o bem comum como os maiores prêmios que se pode receber? A resposta a essas perguntas passa diretamente pelo modo como ensinamos nossos pequenos a agir no dia a dia.



Parabéns a você que leu este artigo até o final. Espero que o(a) ajude para instruir os seus filhos na forma esperada de educação saudável! (Acabei de fazer um reforço positivo).

Samuel e Débora Costa
Palestrantes, Colaboradores e Treinadores da UDF.

Educando filhos integralmente saudáveis

Psicóloga e conselheira da Universidade da Família (UDF) faz palestra para pais, educadores e público interessado no tema “Educando filhos integralmente saudáveis”. 

Regina Suguihara, terapeuta, neuropsicóloga e conselheira da UDF fala sobre a educação de filhos no século XXI. A palestra aconteceu em Pompeia, SP no mês de Agosto e contou com a presença de pais e educadores.


“Hoje os maiores estudiosos e pesquisadores começaram a entender que para educar melhor uma sociedade você precisa começar pelos pequenininhos, só que você fala dos pequeninos, você vai falar de pais e educadores que muitas vezes não estão instrumentalizados para fazer esse trabalho. Então trabalhar com pais é dar esse instrumental a eles”, explica Regina. Ela entende também que muitas vezes os pais não educam não porque não querem educar, mas porque não sabem os motivos do que estão fazendo.

Regina ressalta também a importância de trabalhar de maneira preventiva para evitar transtornos de aprendizagem, de déficit de atenção e hiperatividade. “São coisas pequenas que podemos instruir os pais a fazerem e isso previne muitas coisas”, complementa.

Os maiores transtornos surgem entre a idade de 15 a 20 anos, a partir da interação com o ambiente e a família. Essa interação pode proporcionar ou evitar doenças.

Regina Suguihara deixa como dica os autores Içami Tiba e Augusto Cury, assim como os materiais da UDF na área de educação de filhos. Ela, que já participou e ministrou os cursos da UDF, diz que “a Universidade da Família tem coisas maravilhosas nessa área, já aprendi muita coisa através dos cursos. Precisamos crescer para poder formar filhos responsáveis, filhos felizes, filhos que possam ser bons cidadãos e boas pessoas para a sociedade”, finaliza.

Para conhecer os cursos da UDF sobre Educação de Filhos e Paternidade, entre em contato através do e-mail helena.sa@udf.org.br e pela página do facebook.com/gfibrasil.

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Dias atrás, fui a uma loja de sapatos e lá estava uma filha, uma mãe e um pai. Não preciso nem comentar que o pai estampava um ar contrariado de estar lá, mas fazer o quê…. vale tudo por alguns momentos de família.

A filha prova um, dois, três tipos de bota e de repente, ela inventa de provar aquelas botas tipo “over”, que vão além do joelho. Por ser baixinha, ficou nitidamente perceptível que a bota não ficou legal na moça, aja vista que a bota encurtou ainda mais o seu corpo. Mas a filha gostou.
O que você achou, mãe? Eu posso usar essa bota com aquela minha sainha preta “pra” sair de noite.

A mãe, concordando com tudo, disse:
Legal, filha! Gostei!
E o que você achou, pai!
Mas o que é isso! Isso parece bota de “**&@!” Minha filha não vai usar esse tipo de coisa. Moça de família não vai sair assim desse jeito!”

Nessa hora eu fui embora da loja, mas sai sorrindo por dentro, por ver um pai atuante desta forma. Não que a bota seja feia e aliás, não estou me referindo ao estilo da bota, mas a importância da figura paterna se pronunciar como forma de proteger a imagem de sua família.

Há típicas frases de pais que não podem deixar se serem feitas:
“Escuta aqui, rapaz! Não vai correr com esse carro só porque agora você está com carteira de motorista”
“Vai direto para seu quarto pensar no que você fez, porque seu comportamento não foi nada positivo.”
“Não quero saber se a conversa estava boa ou não! Eu quero você em casa na hora que eu determinei”
“Vão dormir cedo, porque amanhã eu quero ver todo mundo ir à igreja junto”

Para ser melhor do que isso, é só acrescentar:
“Atenção pessoal! Agora eu vou sair com a sua mãe, porque ela é minha namorada!”

Esses são pequenos exemplos de uma casa que “cheira” um pai atuante. Pai que se orgulha de sua forma ativa de agir dentro da família e não de um pai que fica só atrás de dinheiro e mal sabe o que se passa dentro de sua casa.

Quando você vê um pai dizendo essas coisas, é porque você está vendo um “macho alfa” atuando dentro de casa, de forma a mostrar que sua casa tem um chefe que comanda de verdade.

Isso sim é digno de respeito!

A autora é psicóloga especialista de casais e família
(45) 3224-4365
drakarinerizzardi@gmail.com

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A importância do pai no desenvolvimento da personalidade da criança

Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa? [MedicalXpress, SkimThat]

Texto extraído do site HyperScience

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Honrar pai e mãe


“A quem amaldiçoa a seu pai ou sua mãe, apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas”. (Pv. 20:20)

Honrar pai e mãe é uma lei universal e também um importante mandamento da lei de Deus. Se o amor a Deus e ao próximo é maior de todos os mandamentos, se este amor é a essência da lei divina, e se o amor ao próximo é a prova do amor a Deus, então honrar pai e mãe é o primeiro dever de um homem, pois não há ninguém mais próximo de nós do que aqueles que nos geraram.

Honrar pai e mãe não é apenas um mandamento da lei de Deus, mas também o primeiro mandamento com promessa. Filhos obedientes alegram os pais e recebem a promessa de uma vida longa e feliz. Longevidade e bem-aventurança são bênçãos destinadas aos filhos obedientes. Filhos ingratos, rebeldes e desafeiçoados, porém, transtornam a vida dos pais e a sua própria vida. Filhos que gritam, desrespeitam e agridem os pais com palavras e atitudes vivem em densas trevas.

Filhos que abandonam os pais à própria sorte, não cuidam deles na velhice e ainda desandam a boca para assacar contra eles maldições são governados pelo príncipe das trevas . O sábio Salomão é enfático em dizer que a vida do filho que amaldiçoa pai e mãe terminará como uma lâmpada que se apaga na escuridão. A luz de sua vida se extinguirá inexoravelmente.
(LOPES, Hernandes)



"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." (Êxodo 20.12)

Educando filhos à maneira de Deus

Introdução

Vivemos numa época em que há um verdadeiro zelo pela educação. Muito se tem investido em escolas e métodos de ensino. Isso acontece porque acreditamos que a maneira como educamos uma criança hoje transformará o seu futuro amanhã. Alguns cientistas políticos afirmam que o Estado pune aqueles que não conseguiu educar.


Por isso, não há nada que ocupe mais a preocupação de um pai do que a educação de um filho. O pai é capaz de gastar rios de dinheiro a fim de que o filho estude numa boa escola e desfrute de uma boa educação. E no nosso país a educação é algo que custa muito caro. À título de curiosidade, um pai que decide investir na formação superior de seu filho numa faculdade particular deve estar preparado para desembolsar em cinco anos uma quantia que excede cinqüenta mil reais.

Entretanto, no afã de promoverem a melhor educação, muitos pais acabam negligenciando aquilo que é fundamental na educação de uma criança. Diante disso, quero convidar você a meditar na Palavra de Deus sobre a maneira como Deus educa seus filhos. Deus é um pai por excelência. Quando o assunto é paternidade, ninguém ganha do Eterno. Então, medite sobre os princípios de Deus para educação de filhos:

1 – Os filhos devem ser educados segundo a Palavra de Deus

Antes de você ensinar a Palavra de Deus a seu filho, você precisa conhecê-la. Esse é um grande dilema hoje: muitos pais querem educar seus filhos na Igreja porque entendem que a Igreja é o melhor lugar para se educar filhos, mas não querem fazer parte da Igreja. Muitos concordam plenamente que seus filhos devem ser educados de acordo com os princípios da Bíblia, mas sequer conhecem a Escritura Sagrada, e nem mesmo trazem seus filhos à Escola Dominical.

O autor de Provérbios afirma que “a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv 29:15). Se a Bíblia não for o alicerce sobre o qual a educação do seu filho for fundamentado, há uma grande probabilidade de que essa criança lhe cause vergonha e tristeza no futuro. Portanto, seja um pai sábio! Busque o conhecimento na Palavra de Deus e use os princípios da Escritura para educar seus filhos.


2 – Os filhos devem ser educados com tempo e ternura
Aqui reside outro perigo dos nossos dias. Muitos pais não têm mais tempo para seus filhos. Por isso, substituem presença por presentes. Há pais capazes de gastar duzentos reais num brinquedo para o filho, mas é incapaz de gastar vinte minutos lhe dando atenção. Não existe nada nesse mundo que possa compensar a ausência do amor que só um pai pode dar.

Quero aproveitar a ocasião e trazer um dado alarmante para os pais. A televisão tem se tornado um dos maiores problemas de nossa época. Seus filhos passam, em média, de quatro a cinco horas na frente do televisor. Isso significa que a cada semana, seu filho passou quase trinta horas na frente da tela, ou seja, a cada seis dias, seu filho permaneceu um dia inteiro na frente da televisão. É necessário que os pais estejam atentos aos perigos que circundam seus filhos.


3 – Os filhos devem ser educados com disciplina e correção



O livro de Provérbios está recheado de textos que orientam os pais a disciplinarem seus filhos. Seguem abaixo alguns textos que fundamentam esse ensinamento:
“O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Pv 13:24). “Castiga o teu filho, enquanto há esperança…” (Pv 19:18). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Pv 22:15). ‘Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a avara, não morrerá. Tua a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”(Pv 23:13-14). “Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma” (Pv 29:17).

Esses textos nos mostram claramente que a disciplina é um ato de amor. Portanto, não se trata de uma punição ao menor, mas uma correção de caráter preventivo para que seus atos futuros não sejam de um delinqüente.


4 – Os filhos devem ser educados mediante o exemplo
Há um texto emblemático no livro de Provérbios, que diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22:6). Esse versículo traz um mandamento acompanhado de uma promessa. Contudo, há um detalhe que deve ser mencionado. O texto não diz que devemos ensinar “o” caminho, mas, antes, ensinar “no” caminho. Essa é uma diferença essencial que devemos observar caso queiramos compreender verdadeiramente o sentido do texto. Ensinar “o” caminho indica apenas mostrar o caminho. No entanto, ensinar “no” caminho significa ensinar enquanto se caminha junto.

Muitos pais apenas apontam o caminho a seus filhos. Todavia, a Bíblia ensina que o pai deve trilhar o caminho junto com o filho e ensinar a criança a caminhar “no” caminho. Em outras palavras, a Bíblia está dizendo que a educação deve ser precedida pelo exemplo. Os pais devem ser um referencial de vida para seus filhos, pois o exemplo não é o melhor método de ensino, é o único.

Rev. Daniel Sampaio Mota

Como treinar um filho para ser vencedor?

"Os nossos filhos precisam conhecer o preço da vitória. O sucesso não é obra do acaso. Ele tem o seu preço"


Criar um ambiente no lar que favoreça o crescimento do seu filho para o sucesso é um fator determinante. Isso porque o homem é semelhante a uma planta que, para crescer e produzir frutos, precisa de solo fértil, de sol, de água e de cultivo. Lembre-se, dentro de cada ser humano está a semente da vitória. Quando a família se preocupa em criar um ambiente que seja um "solo fértil" para que o filho desenvolva o seu potencial e busque o seu objetivo, o sucesso é celebrado.

Há uma frase que sempre uso no encerramento do meu programa de TV: "Você nasceu para vencer!" Viver com essa consciência faz toda a diferença, porque o homem é aquilo que pensa. Logo, temos que pensar sempre como um vencedor.

Sabemos que a trajetória de um vencedor depende muito da sua forma de pensar, porém, só pensar positivamente não é o suficiente. Para ser uma pessoa de sucesso é necessário vocação, preparo, oportunidade, dedicação, integridade e muito trabalho.

* Vocação - A grande preocupação dos pais sempre foi esta: "Qual é a vocação do meu filho? O que ele vai ser, profissionalmente falando?" Algumas pessoas, quando ainda crianças já revelam qual é a sua vocação. Conheço médicos, dentistas, professores, engenheiros que, nas brincadeiras com outros amiguinhos, quando crianças, já demonstravam o que seriam no futuro. Porém, há pessoas que só descobriram qual era a sua vocação na fase adulta. Recentemente, conversei com um jovem advogado que, depois de ter se formado em direito e exercer a profissão por seis anos, abriu mão do seu escritório para voltar a estudar. Dessa vez, fez o que realmente tem a ver com a sua vocação: medicina. No caso desse jovem, dá para perceber o quanto ele é apaixonado por tudo o que envolve o corpo humano. Descobrir qual é a vocação é um passo importante para o sucesso profissional.



* Preparo - O que fazer com um filho que não gosta de estudar? Esse é um grande desafio de muitos pais. Conheço alguns que chegam a pagar a melhor escola para o filho, porém, o mesmo continua não gostando de estudar. É preciso incutir na mente da criança que o estudo é imprescindível para quem deseja alcançar objetivos elevados na vida. O escritor Maik Murdoque, em uma de suas palestras, disse: "Faça o que você não gosta hoje para ter o que lhe dá prazer amanhã". Os pais devem ser criteriosos, exigentes e firmes com o filho quanto aos estudos. Amanhã, com certeza, eles vão agradecer. Não basta talento, pois a exigência do mercado de trabalho de hoje é altamente competitiva. O diploma é essencial.



* Oportunidade - As oportunidades se abrem para as pessoas visionárias. Visão é a capacidade de enxergar o que a maioria não consegue. Os vencedores conseguem ver oportunidades nas dificuldades e, por isso, transformam "desvantagens" em "dez vantagens". Quando lemos a história de José do Egito, aprendemos que nos lugares mais improváveis o homem de "visão" pode superar os obstáculos e vencer de forma surpreendente. O que os nossos filhos precisam saber sobre as oportunidades: 

1) Muitas oportunidades são únicas na vida;

2) As oportunidades sempre nascem para os que andam na vida prestando atenção nas coisas;

3) Devemos sonhar grande, mas com humildade para começar pequeno;

4) Nunca seja um imediatista, pense a longo prazo;

5) Procure aprender com os erros dos outros.



* Dedicação - Sucesso duradouro depende do esforço contínuo da pessoa em sempre fazer o melhor que puder. Os vencedores são pessoas comprometidas com a excelência. Os pais devem ensinar aos seus filhos, desde a mais tenra idade, a colocar excelência em tudo o que fazem. Pessoas dedicadas e comprometidas com a excelência são pessoas que sobressaem em relação às outras.



* Integridade de caráter - O sucesso dos nossos filhos também será determinado pela lealdade para com os companheiros, honestidade nos negócios, fidelidade nos seus compromissos e disciplina quanto aos horários. Quando sobra talento e falta caráter, o resultado final é uma vida sem credibilidade. Os pais devem ensinar o filho a trabalhar somente com a verdade. A verdade deve ser a coluna principal do caráter de uma pessoa íntegra. 



* Trabalho - O trabalho dignifica o homem e consolida o seu sucesso. É na vivência do lar que a criança deve aprender a importância do trabalho e o perigo que representa a ociosidade. Gosto do pensamento que diz: "A ociosidade é o sepultamento do homem vivo". Sem trabalho o sucesso nunca será celebrado. Observe que na história bíblica, toda vez que Deus chamou alguém para liderar um grande projeto, Ele buscou uma pessoa que estivesse ocupada. Foi assim com Moisés (Ex 3.1,2); com Davi (1 Sm 16.11); com Eliseu (1 Reis 19.19,20), com Gideão (Jz 6.11); com Pedro (Mt 4.21,22) e com muitos outros. Dormir tarde e acordar cedo é a rotina de muitos homens que alcançaram o sucesso naquilo que fazem.

Quando o filho cresce sendo dirigido por esses princípios, o resultado é uma vida de sucesso. A missão dos pais é passar essa mensagem ao filho de forma que ele internalize essas verdades que serão a base de suas conquistas.

Gaste tempo com o seu filho ensinando sobre vocação, preparo, oportunidade, dedicação, integridade e trabalho.

Filhos são como Abacaxis

Imagem ilustrativa.


FILHOS SÃO COMO ABACAXIS


*Por Karine Rizzardi 

Você tem idéia de qual região do Brasil você encontra os abacaxis mais doces? E qual região você acha os mais ácidos? Eu não entendo muito bem dessa área, mas fui atrás a título de curiosidade e descobri que os abacaxis do Maranhão são considerados os mais doces do país. A pergunta é: Por que? O que os abacaxis de lá tem de diferente dos daqui?

A resposta é algo interessante: Lá tem escassez de tudo. Há falta de água da chuva, há excesso de calor, pouca umidade e isso obriga o abacaxi a se proteger e se superar, o que o torna ainda mais gostoso de ser ingerido.

Os abacaxis daqui do sul, já são opostos dos de lá. Aqui tem chuvas temperadas e um ambiente agradável e com solo nutritivo. Como resultado, nossos abacaxis são mais ácidos e não tão saborosos.

Essa breve explicação me faz comparar os abacaxis com os filhos. Eles tem tudo a ver com o sabor dessa fruta. Percebo que quanto mais os pais confiam nas potencialidades deles e os forçam a explora-las sem ficar superprotegendo e nem poupando-os dos desafios, mais esses filhos se dão melhor na vida. Para comprovar essa realidade é só observar a diferença de personalidade entre os irmãos.

Percebo nitidamente que os filhos mais poupados são os que menos exploram suas forças. Eles até tem uma auto imagem mais frágil, como se dependessem dos outros para superar seus próprios medos.

A imagem que os filhos tem de si mesmos, são compatíveis com a maneira que os pais os vêem. Se você acha que seu filho é um abacaxizinho que precisa sempre estar nas melhores terras, com os mais fortes nutrientes e sempre com a chuva vinda ao seu tempo, é muito provável que ele sempre será aquele abacaxi mais difícil de comer.

Mas porque a natureza é assim?

A resposta é simples: Porque nós temos um oceano de habilidades pessoais que precisamos descobrir sobre nós mesmos e muitas vezes elas só se tornam conhecidas mediante a situações difíceis pelas quais passamos. Por isso não podemos ter medos dos desafios, mas o que precisamos é encorajar nossos filhos a saber como podem chegar mais longe.

Devemos olhar nossos filhos como os abacaxis do Maranhão, não como os do sul. No entanto, lembre-se que isso não tem nada a ver com o amor. O amor deve estar presente em todas as situações e momentos, mas a superproteção não, pois assim como o solo não protege os abacaxis mais doces, os pais que realmente acreditam em seus filhos também não precisam protegê-los daquilo que eles sabem que vão conseguir superar.



*A autora é psicóloga especialista de casais e família.