"E Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
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Precisamos estudar teologia?


Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.
(Os 4.1)

Você precisa se preocupar com teologia? Ou teologia é “coisa” só para seminaristas e pastores? Quem é o verdadeiro teólogo? Aquele que é mestre ou doutor em teologia, ou qualquer que tenha opinião formada sobre Deus? Aliás, porque se preocupar com isso? Não seria a experiência com Deus mais importante do que o conhecimento de Deus?

Muitas pessoas, em sua ignorância, acabam achando mesmo que teologia é coisa só para poucos. Na verdade, todos são teólogos, visto que todos sempre têm uma palavra para emitir sobre a pessoa de Deus. Sempre que alguém diz: “Para mim, Deus é…”, ou, “para mim, Deus não existe”, tais pessoas estão emitindo opiniões sobre Deus.

Querendo ou não, todos são teólogos. Teologia é o estudo sobre Deus, ou seja, teologia tem a ver com o “conhecimento de Deus”. Agora, voltando às perguntas (pois elas são a melhor forma de se ensinar algo), seria o conhecimento de Deus algo importante? É importante conhecer a Deus? Por que é importante conhecer a Deus (antes de morrer)?

Teologia = Conhecimento de Deus. Alguém que diz que não gosta de teologia é alguém que não gosta de…? Isso: conhecer a Deus. A verdadeira teologia é aquela que é feita na Sagrada Escritura, pois é ela que ensina sobre a obra e pessoas da Santíssima Trindade.

É sempre na ausência do “conhecimento de Deus” que o povo de Deus acaba se perdendo ou sendo destruído:

O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.

(Os 4.6a)

Desde cedo, pessoas na Bíblia se preocupavam em transmitir às futuras gerações o “conhecimento de Deus” que possuíam. A falha nisso causou verdadeiras tragédias espirituais e nacionais em Israel. A “chave” para a “vitória” em Israel estava em transmitir o “conhecimento de Deus” que possuíam e serem fiéis em obedecer tais ensinamentos. Isso, e só isso, traria “vitória” para Israel, em tudo o que fizessem.

Não apenas reis, sacerdotes e profetas se importavam com isso, mas pais também. Eram os pais os principais responsáveis pela transmissão da Verdade de Deus para seus filhos. Ninguém deveria ser negligente ou preguiçoso em sua busca por “conhecimento de Deus”. Um claro exemplo disso são as palavras de Salomão ao seu filho:

Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.

(Pv 2.1–5)

Note o conselho do Espírito Santo a todos nós através dos conselhos de Salomão ao seu filho. Deus deseja que: a) aceitemos Sua Palavra; b) decoremos (esconder) Sua Palavra; c) prestemos atenção a tudo que diz respeito à Bíblia; d) amemos com todo coração o “entendimento” que vem da Palavra; e) depois de tudo isso, clamarmos por mais inteligência (emocional e espiritual); e, finalmente, f) nos interessarmos e investirmos naquilo que tem a ver com o “conhecimento de Deus”.

A promessa é que, se fizermos tudo isso com zelo e carinho, que começaremos a conhecer realmente quem é Deus. Veja, eu disse “começaremos a conhecer”. Teologia não é algo feito em um mês ou quatro anos. Não é algo que se aprende em um livro técnico sobre determinada doutrina. Teologia se obtém no labor associado à oração e à leitura. Todos devemos ler a Bíblia, e todos devemos orar a Deus.

É no exercício dessas práticas que começamos a obter “conhecimento de Deus”. O segundo passo é introduzirmos leituras relacionadas a Deus, ou seja, livros de teologia, livros sobre doutrinas da Bíblia. Estes livros, quando bem escolhidos, servem para nos ajudar a conhecer melhor a Deus. Se determinado livro não lhe servir no crescimento de seu conhecimento de Deus, verdadeiramente este livro não lhe serve para coisa alguma além de mera diversão (ou distração).

Livros não trazem conhecimento de Deus. A Bíblia traz. Livros só nos ajudam quando firmemente alicerçados sobre a Escritura ou quando encharcados pela cosmovisão bíblica.

Voltando à pergunta inicial, por que se importar com teologia? Porque é a teologia que lhe ajudará a conhecer melhor a Deus. E este é o desejo de Deus revelado em Oséias 4.1, escrito bem abaixo do título acima. Segundo o texto, Deus possuía uma contenda com os moradores da Terra. Esta tristeza e insatisfação se deu pelo fato de não haver amor entre os homens; e, qual a razão da falta desse amor? Não havia verdade, muito menos o conhecimento de Deus.

Assim, teologia não é coisa apenas de seminarista. Teologia é para todos! R. C. Sproul, citado por Dave Harvey em seu livro Quanto pecadores dizem ‘sim’ (Editora Fiel), afirma que:

“Todo cristão é um teólogo. Ele pode não ser um teólogo no sentido técnico ou profissional, mas ainda é um teólogo. A questão não é ser ou não ser um teólogo, mas se somos bons ou maus teólogos”.

Quer você tenha pouco conhecimento de Deus ou muito, por causa disso você possui uma “teologia” em sua mente, um “conhecimento de Deus” guardado em si. O que Deus claramente espera em Sua Palavra é que você cresça e amadureça este conhecimento que você possui sobre Ele. Não permaneça ignorante a respeito da Palavra de Deus e do Deus da Palavra. Ignorância é pecado. Falta de conhecimento de Deus é pecado. É desobedecer sua Palavra que diz:

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR;

(Os 6.3a)

Obedeçamos a Palavra de Deus. Seja onde for, seja quando for, sempre tenhamos a Palavra de Deus e um bom livro sobre Deus à mão. Temos tão pouco tempo para viver… Que tal se vivermos intensamente na busca do “conhecimento de Deus”? (by Wilson Porte)

O Uso dos Idiomas na Pregação

“Por que eu preciso de ajuda? Afinal de contas, nunca houve tempo na história da pregação onde houvesse mais traduções boas do que agora”.

O argumento parece bom; mas aquele que faz a objeção falha em perceber o fato óbvio de que quanto mais possibilidades de traduções tivermos para escolher, mais precisaremos conhecer (ao menos algo a respeito) os idiomas originais; além disso, quando as traduções diferem (e elas diferem!), como saber qual está correta? A partir de qual devemos pregar? Qual representa mais fielmente o texto original dos escritores? Este é um problema especial hoje, quando tantas traduções têm decidido se tornarem interpretativas. A própria riqueza das opções modernas deve (ainda mais) apontar para a necessidade de um conhecimento dos idiomas originais.

“Onde posso adquirir este conhecimento?” Atualmente estamos tendo uma revisão do hebraico bíblico. Livros auto-instrucionais e cursos de idiomas impressos, tanto do grego como do hebraico, existem. Mas (mais fácil) muitos institutos bíblicos, todos os seminários conservadores e várias outras escolas fornecem cursos nos idiomas originais. Qualquer pastor que nunca teve grego ou hebraico (mesmos que ele não tenha jamais terminado um seminário) deve fazer estes cursos. “Por que?”. Bem, não somente para decidir entre traduções, mas:
Para ser capaz de “captar o sentimento” de uma As traduções tendem a desviar-se do tom original dos escritores. Somente tornando-se familiarizado com o original isto pode ser restaurado. Este “sentimento” é essencial para uma boa pregação.
Para estar apto a usar os melhores comentários e ler as melhores referências da Bíblia (a maioria das quais se refere ao texto original). Sem certo conhecimento dos idiomas, ninguém pode seguir o raciocínio que está por trás das traduções sugeridas.

Estar apto a avaliar outros livros que (novamente, não usando o original) podem estar bem longe em suas interpretações e/ou uso de muitas
Pregação que flui do estudo de uma passagem no original avança em chão mais seguro; outras pregações freqüentemente Uma certa confiança deriva de se ter examinado o texto por si mesmo.

“Mas eu nunca vou ser um erudito em grego ou hebraico”. Correto! Isto é verdadeiro para a maioria dos pastores. E bem aí reside o problema. Muitos bons homens, que poderiam ter se beneficiado de um uso sensível dos idiomas originais foram desestimulados por professores de seminários que ensinaram a eles o estudo dos idiomas como se sua profissão tivesse que ser ensinar Literatura Clássica ou Semítica em universidades. Eles nunca recomendaram atalhos (e.g., como esquecer tudo sobre as regras para acentos gregos — aprender isto é uma tarefa quase totalmente desnecessária. Alguns podem progredir bem aprendendo apenas aqueles acentos diferenciados que contam). Eles tentaram construir uma consciência contra o uso de léxicos e traduções interlineares (duas referências de grande valor que ninguém deveria se sentir culpado de usar livremente). Eles falam negativamente sobre livros tais como Reader's Lexicon de Kubo e não contam aos alunos sobre o plágio de Spiros Zodhiates da gramática de Machen. Todo esse “purismo” é pura tolice. Quem se importa que um pastor tende para a referência de Bagster? Quem se importa como uma pessoa consegue as respostas corretas para as suas questões exegéticas concernente aos idiomas originais, conquanto que ela as consiga? Certamente alguém deveria usar o Englishman's Hebrew and Chaldee Concordance se ele achá-la útil. Por que não?

Com tudo que um pastor ocupado tem para fazer, é totalmente correto que ele use toda ajuda disponível que ele possa comprar, para manter suas mãos no uso contínuo do hebraico e do grego. Ele seria um mau mordomo de seu tempo e energia se não o fizesse.

Muitos homens têm perdido certa habilidade com o idioma uma vez adquirido porque acreditaram (o que lhes fora dito, ou o que fortemente os levava a pensar) que era errado usar qualquer coisa além do simples texto e dos dicionários, gramáticas e léxicos padrões. Absoluta e pura tolice! Pastor, se usar uma traduçãointerlinear o ajudará a voltar ao grego e hebraico, use-a — deixe-me emancipá-lo das correntes de culpa forjadas nas fábricas de professores de idiomas que nunca tiveram de lidar com problemas do dia-a-dia do pastorado. Use-a! Use o que estiver à disposição. De fato, todo professor de hebraico e grego num seminário teológico deveria tomar tempo para comparar e contrastar essas ajudas, dando sua opinião sobre qual é a melhor (e por que) e instruir pastores para o uso mais efetivo e inteligente de cada uma delas.

Pregue; pregue a partir do estudo do texto original, e você pregará com confiança e prazer.

por Jay E. Adams

Os cinco ministérios da Igreja



“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres…” (Ef 4.11.)

Nesses últimos tempos, Deus tem restaurado a compreensão da Igreja acerca dos cinco ministérios apresentados por Paulo na Carta aos Efésios: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres…” (Ef 4.11.) Mas como esses ministérios funcionam? Quem tem esses ministérios? Quais são as características de cada um deles? (Um bom livro para se estudar melhor os cinco ministérios é: “A forte mão de Deus – o ministério quíntuplo” de Jens Kaldeway, da editora Esperança.)

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que não são todos os cristãos que devem ser encaixados nos ministérios de Efésios 4.11. Enquanto alguns cristãos receberam de Deus algum desses ministérios, outros não os receberam; antes, pelo contrário, receberam outros diferentes dons e capacitações.

Diferentemente do que muitos pensam, o fato de alguém receber um dos cinco ministérios não o torna melhor ou com maior autoridade do que uma outra pessoa que possui um outro dom. Todos os dons são igualmente necessários, relevantes e de igual valor no Corpo de Cristo.

Apóstolo - Apesar de algumas pessoas afirmarem que os únicos apóstolos que existiram foram os 12 apóstolos de Jesus, a Bíblia nos fornece outro ensinamento. Além dos 12 primeiros apóstolos, a Bíblia nos mostra, por exemplo, que Paulo e Barnabé eram chamados de apóstolos (At 14.14) e, também, Andrônico e Júnias eram reconhecidos como apóstolos (Rm 16.7). Assim, houve mais apóstolos do que apenas os Doze primeiros.

O apóstolo tem um papel-chave no Reino de Deus. Ele é necessariamente um fundador, e não apenas no sentido de iniciar alguma coisa, mas também no sentido de acompanhar o crescimento de uma igreja, cuidando para que não haja deformações e falhas no desenvolvimento dela. O apóstolo luta pelo fundamento correto e, da mesma maneira, para que os cristãos permaneçam sobre esse fundamento. Essa foi, por exemplo, a luta de Paulo em favor dos crentes da Galácia (Gl 1.6-8; 3.1-3).

Uma outra característica do apóstolo é que ele está sempre em movimento. Ele não fica estacionado em um único lugar, em uma única igreja. Pelo contrário, ele está sempre a caminho, ou fundando igrejas ou dando assistência a outras igrejas para que essas não se afastem do fundamento bíblico.

Profeta - Enquanto o apóstolo é aquela pessoa que recebeu de Deus a visão de enxergar mais longe, o profeta recebeu de Deus a visão para enxergar mais fundo. O profeta consegue perceber as realidades mais profundas da vida de uma pessoa e também de uma igreja. As cartas às igrejas da Ásia Menor, registradas no início do livro do Apocalipse, são um exemplo claro do ministério profético. Essas cartas olhavam para dentro do coração da igreja, vendo os seus pontos fortes e as suas fraquezas.

Certamente, Deus revela um pouco dos seus planos aos profetas (Am 3.7). Por isso, o profeta é, em geral, um crente que constantemente anseia por ouvir mais de Deus. Ele gosta de se dedicar à quietude, à oração e à busca da presença de Deus. Esse seu anseio está relacionado como o seu desejo de receber de Deus para poder compartilhar com as pessoas o que tiver ouvido.

Mestre - Diferentemente do apóstolo, que olha para mais longe, e do profeta que olha para mais fundo, o mestre olha para a Palavra. Ele é alguém bastante dedicado ao estudo da Bíblia. Ele é apaixonado pela Bíblia. Ele anseia por descobrir os ensinamentos bíblicos acerca de Jesus e do Seu Reino.

A Bíblia nos fala acerca de Apolo, “que era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Fora instruído no caminho do Senhor e com grande fervor falava e ensinava com exatidão acerca de Jesus” (At 18.24-25). Apolo era um mestre, apaixonado e zeloso pelas Escrituras.

Ao escrever para a igreja de Corinto, Paulo diz que ele plantou e Apolo regou (1Co 3.6). O que o apóstolo plantou é regado pelo mestre para que a igreja continue a crescer e se torne igreja madura. O ministério do mestre consegue trazer estabilidade e maturidade à Igreja, levando-a a resistir nos tempos de seca, frio e tempestades.

Pastor - A pessoa que tem o ministério de pastor se importa grandemente com as pessoas. Ele tem ampla disposição para carregar as pessoas nos braços, trazer-lhes encorajamento e fazer oração por elas. Isso significa que o pastor recebeu de Deus uma capacitação especial para iniciar e desenvolver relacionamentos que sejam profundos e intensos.

Quando Jesus afirmou que as ovelhas conhecem a voz do pastor e o seguem (Jo 10.2-3, 14, 27), Jesus mostrou que o pastor conseguiu, por meio do seu cuidado e zelo, conquistar a confiança das suas ovelhas. As ovelhas não seguem outra pessoa porque não confiam nela.

“Uma outra marca do pastor é o seu amor pela sua terra. Ele ama permanecer por longo tempo no mesmo lugar e lá estabelecer uma rede de relacionamentos. Ele quer constituir uma família espiritual, adotar filhos espirituais, criá-los. É por isso que ele se preocupa quando os apóstolos e profetas avançam inquietos e enérgicos, e as tendas precisam ser desmontadas novamente. Estar a caminho, nômade, como num acampamento militar, não lhe agrada. O que ele mais gostaria era de construir casas firmes”. (Jens Kaldeway – “A forte mão de Deus – o ministério quíntuplo”. Ed. Esperança.)

Evangelista - O evangelista é uma pessoa que foi capacitada por Deus para pregar o Evangelho aos não cristãos. Os olhos dele estão constantemente colocados fora da igreja, em busca dos perdidos. Ele quer se encontrar com os incrédulos, fazer contato com eles e apresentar-lhes o Evangelho de forma clara e compreensível.

Por isso, uma das características do evangelista é a criatividade. Ele consegue, de diferentes maneiras, apresentar o Evangelho. Ou ele evangeliza por meio do teatro, ou da música, ou da mímica, ou da pregação. Para ele, o que importa é fazer com que os não-crentes ouçam, entendam e aceitem a mensagem do Evangelho.

Aplicação PráticaVocê consegue se enxergar em algum desses ministérios? Que pessoas você encaixaria em algum desses ministérios? O que você pode fazer para que as pessoas possam exercer esses ministérios com mais eficácia e liberdade?

Aplicação EvangelísticaMostre para as pessoas de que maneira o evangelista pode apresentar o Evangelho a alguém.

A Importância da Teologia



É inadmissível que haja pessoas que sustentem que o estudo da Teologia não tem importância alguma. Esta é uma visão retrograda que desconsidera que estamos vivendo num mundo de mudanças e crescimento na área humana. E que para tanto, é preciso que se tenha uma visão relativista de tudo o que nos cerca e que fazemos parte dessa época.

É diferente daqueles dias antes do Renascimento, onde perdurava a ignorância, não no sentido pejorativo, mas no que concerne a falta do conhecimento.
E é justamente nesta visão que conscientizamos alguns obreiros, ou qualquer pessoa que queiram adquirir conhecimento. Isto é, tanto na área bíblica e teológica como secular.

Quem estuda teologia além de obter conhecimento aprofundado das “Doutrinas Sistemáticas”, tem também ou obtém uma visão maior no campo teológico, ou seja, adquire conhecimento Geográfico, Sociológico, Cultura, Filosófico e Bíblica Geral.



O PRECONCEITO DE ALGUNS CRISTÃOS SOBRE A TEOLOGIA

O problema ainda é visto no meio evangélico com certo preconceito. Estudar Teologia para alguns cristãos é correr risco. Há quem afirme que o obreiro ou quem estuda teologia pode se tornar um cristão frio, formalista ou que pode até se desviar da fé.

Ora, os textos que citamos neste comunicado são críveis do ponto de vista bíblico e espiritual, e negar a educação é uma estupidez.
Infelizmente há muitos cristãos que estão mais propícios ao fanatismo porque não estudam do que quem procura adquirir conhecimento. O mais espiritual não é prova de que a “ignorância” foi ou será o correto, ou melhor, que o ignorante tem que permanecer na ignorância porque isso expressa ser espiritual.

Precisamos saber que o conhecimento sem o espiritual pode levar alguns ao formalismo, e o espiritual sem o conhecimento também pode levá-lo ao fanatismo religioso. Portanto, tudo tem que ter ponderação, e isso aprendemos estudando e adquirindo o conhecimento, pois é como disse Jesus: “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos Libertará” – Jo 8.32.

Não podemos admitir que no pleno século XXI, ainda há cristãos, obreiros e pastores que não têm a visão do reino de Deus. Estão enclausurados em seus templos conformados com a rotina de cultos mal administrados, ou seja, sem uma linha lógica da liturgia. E passam os anos e nada muda, pois o povo está estagnado e acostumado com as mesmices, destarte sem perspectiva de crescimento por parte, e quando não a decadência espiritual.



ESTUDAR TEOLOGIA É SABER AS COISAS DE DEUS

Estudar teologia é se aprofundar e adquirir o conhecimento para um crescimento na Palavra de Deus. Por mais que haja intenções que visem a adequação sistemática, ou que cooperem para o bom andamento da Igreja com sua administração, mesmo assim, não podemos nos eximir de que se deve por regra adquirir o conhecimento bíblico-teológico.

Todavia, as inverdades perduram na mente e coração de quem não olha sem perspectiva futurística. Mas quando diferente disso, as coisas andarão de acordo a vontade de Deus. Aprendemos a vontade de Deus através da sua Palavra. Deus revelou sua vontade na sua Palavra, a Bíblia Sagrada. 

Vamos analisar alguns pontos, pense você em alguém abrindo a Bíblia num culto onde exista uma multidão. E naquela ocasião o ministrante é um “leigo” na concepção da palavra. E pega um texto obscuro, ou seja, de difícil compreensão ou sem fazer uma exegese do texto.

Aplica-o de forma contundente sem olhar o texto e nem o contexto, e todos os pormenores teológicos, e na ocasião você como participante do culto e conhecendo aquela passagem bíblica fica concomitantemente estarrecido.
E daí, você sabe que a pregação ou ensino está fora da verdadeira exegese, podemos aceitar como uma verdade revelada de Deus? Bem, se a sua resposta é sim, talvez diga lhe que infelizmente essa é a situação de muitos dentro de suas respectivas igrejas, onde se mutila a Bíblia de forma absurda e a expõem de forma mentirosa aos ouvidos de pessoas que precisam ouvir Deus falar. 

Finalizo dizendo que há muita gente se dizendo pregadores e mestres, ou seja, são pessoas que nunca se sentaram para aprender. Pois, ler livros e sair por ai pregando as idéias alheias é falta de maturidade cristã, quero ver é quem de anos vem labutando e adquirindo conhecimento e tem Deus como seu ajudador.
Digo que, um pregador não se faz da noite para o dia, e sim, nos bancos de Igrejas onde se ensinam a Palavra de Deus, e nos bancos de seminários, e por fim, começando pela Escola Bíblica Dominical.



O CONSELHO DE PAULO AO JOVEM OBREIRO TIMÓTEO:

Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem tens “Aprendido”. E que desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. II Tim 3.14 e 15-16. 

Timóteo era filho de Paulo na fé, porém, filho de pai grego, sua mãe Eunice, e sua avó Loíde, ambas criaram Timóteo ensinando-o as verdades de Deus. Então, fica claro porque Paulo lembra-lhe de tudo o que o Jovem Obreiro precisava por em prática, ou seja, o conhecimento que adquiriu na sua infância e adolescência…

E por fim, diz o Senhor Deus: Os entendidos, pois, resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a Justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente. Dan 12.3. ( Pr. José R. Melo)

10 Qualidades Indispensáveis para Teólogos..

Hoje é um dia especial. Pois acredito de verdade, que quando


você chegar ao final dessa conversa, você mudará algumas
atitudes em sua caminhada e prática teológica.

Como eu sei que seu tempo é precioso, vamos logo ao que
interessa, pois nós também estamos empenhados em preparar
uma surpresa para você.

Para que você torne-se um teólogo altamente reconhecido e de
grande autoridade na sua comunidade, é indispensável que
algumas atitudes sejam tomadas e sejam práticas constantes e
concomitantes à prática teológica.

São elas que determinarão o seu sucesso ou fracasso como
teólogo. São imprescindíveis, pois têm a capacidade de
torná-lo em uma referência teológica em seu país. Como
alguns dizem: são atitudes poderosas.

1# A primeira atitude é DESCOBRIR SUA MISSÃO DE VIDA, pois é
apartir dessa descoberta que todo o seu desenvolvimento será
potencializado, tornando-se uma realidade constante.

Posso lhe garantir, que durante algum tempo estive como
aquele indivíduo que o apóstolo Tiago fala: Duvidando e
sendo levado pelo mar.

E isso, tomou um rumo diferente, quando descobri minha
missão de vida: desenvolver pessoas que possam transformar o
mundo!

E cá estou eu! Contribuindo com o seu desenvolvimento. E
nisso irei persistir por muito tempo. Pode acreditar!

2# A segunda atitude é a BUSCA DO CONHECIMENTO sendo
que esse conhecimento deve ser de qualidade, para que lhe dê
condições suficientes para mudar a vida de pessoas.

Não é qualquer conhecimento que poderá fazer de você um
teólogo excelente. Apenas um conhecimento equilibrado faz
isso!

3# A terceira atitude é a busca de REFERÊNCIAS TEOLÓGICAS,
que determinem e direciona na sua missão de vida.

Mas atenção! Não é qualquer referência teológica, que fará
de você uma referência para outras pessoas, no futuro. Seja
seletivo.

Para que você possa ter boas referências teológicas nós
estamos preparando um projeto no qual iremos em
busca dos maiores teólogos do Brasil, para ensinar todos os
nossos alunos suas lições de vida e as atitudes que
determinaram o seu sucesso como teólogos. Um mega projeto!

4# A quarta atitude é a PRÁTICA TEOLÓGICA. O grande teólogo,
Pr. Isaltino Gomes, esclarece a prática teológica, da
seguinte forma: "espera-se que tenha formado corrente de
pensamento teológico, que tenha arregimentado seguidores ao
redor de si, desdobrando suas idéias, que tenha deixado
marcas no pensamento teológico mundial."

5# A quinta atitude é a DEFINIÇÃO DE METAS, pois quando
não temos metas definidas, ficamos à deriva.

Teólogo à deriva é aquele que está constantemente
debatendo-se em lugares diferentes com assuntos diferentes.

E isso é importante: congressos, seminários, magistério,
sermões... podem dispersar muito a prática teológica, à
medida que não se estabelece metas definidas.

Por exemplo: Se você definir as seguintes metas:
especializar em Educação Cristã e focar em Congressos.

Isso é muitíssimo melhor e mais tangível do que aquele que
estuda qualquer coisa "interessante" e ministrar em qualquer
lugar. Quando não se tem metas, o foco é impossível!

6# A sexta atitude é o FOCO. O foco é o que lhe mantêm no campo
da possibilidade de alcançar as suas metas. É o que torna
você um potencial teólogo.

Steve Jobs, grande pensador estratégico, diz que algumas
pessoas acham que foco significa dizer sim para a coisa em
que você irá se focar. Mas não é nada disso. Significa dizer
não às centenas de outras boas idéias que existem. Você
precisa selecionar cuidadosamente.

7# A sétima atitude é a PRODUÇÃO. Será quase impossível, você
se autodenominar teólogo, se não houver produção teológica.
É isso que define e diferencia teólogos e teólogos
excelentes!

8# A oitava atitude é QUALIDADE. É lamentável a quantidade de
material produzido por pretensos historiadores, filósofos,
pensadores... Teólogos. Nenhum desses, alcancarão o sucesso
desejado. Infelizmente!

Para que você seja um teólogo, necessitas ter material
produzido. E nós lhe ajudaremos com isso!


9# A nona atitude é ESPECIFICIDADE. 

Especificidade é a característica daquilo que é específico.

Na busca do reconhecimento é imprescindível que haja um foco
restrito a alguns assuntos, ou a um assunto, pois assim, a
sua autoridade teológica tende a aumentar ainda mais.

Talvez você não concorde! Mas, talvez aí esteja o maior
problema. A falta de especificidade, prejudica a prática
teológica.

À medida que não somos específicos, também perdemos o foco.
Por exemplo, é mais conceituado quem trata da sociedade como
um todo ou quem trata de um problema específico,
solucionando-o?

Quem trabalha em qualquer setor, e nunca faz bem feito, ou
quem trabalha unicamente em seu setor, e exerce suas funções
com maestria?

10# Por último, e não menos importante, a PERSEVERANÇA.
Até você chegar no topo, pode demorar um pouco. Mas sempre
será mais rápido para quem sempre tenta. A perserança é algo
fundamental. Persista! Continue firme!

Teologia não é cargo. É função!

Se fosse um cargo, é bem provável que você fizesse
malabarismos, para não perdê-lo. Alguns chegam até a matar o
concorrente...

Felizmente, Teologia não é cargo... Mas, função!

E como função, você nunca a perderá, a não ser que queira,
por livre e espontânea vontade deixar de exercê-la.

É a perseverança que lhe direcionará na busca por tornar-se
um teólogo com excelência, pois, de nada adiantará ter todas as
9 atitudes anteriores... e relaxar na décima atitude... Não
perseverar!

Felizmente, os nossos alunos não podem reclamar dessa falta
da perseverança. Constantemente nós os motivamos com
atividades extras que contribuem com seu desenvolvimento.