"E Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
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A Influência do Mentor




Por Jim Mathis

Quando estava na faculdade, nos anos sessenta, chamou minha atenção um anúncio recorrente na contracapa das revistas sobre fotografia que eu lia. Falava sobre um lugar que tinha capacidade de ampliar a sensibilidade do filme ektachrome para 1600, algo desconhecido para a época. O endereço era intrigante: uma casa em Prairie Village, Kansas. Eu imaginava uma casinha na pradaria, igual à de uma série da TV da época. O nome do laboratório fotográfico era, “Elgin Smith’s Studio 35”. Mais tarde aprendi que Elgin Smith era conhecido mundialmente como “aquele camarada do Kansas que sabia tudo sobre ektachrome”.

Quando me mudei para Kansas City em 1971, procurei o Sr. Smith na vizinha Prairie Village. Em breve nos tornamos bons amigos e quando abri o meu próprio laboratório em 1973, Elgin Smith tornou-se meu mentor. Ele e a esposa Dorothy, enviaram vários trabalhos, dando ao meu negócio um grande pontapé inicial. Sempre que mencionava o nome de “Elgin Smith” a alguém do ramo fotográfico, recebia a mesma resposta: “Que grande pessoa!”, ou, “Elgin é a pessoa mais legal que se pode conhecer”.

Ele tinha outra característica importante: busca incansável por excelência. Tudo quanto fez foi da mais alta qualidade. Elgin Smith não aceitava nada menos que isso. Ao longo dos anos percebi que aquelas eram qualidades que também me esforçava para alcançar. Sempre fico satisfeito quando alguém me descreve como um “cara legal”. Gosto de pessoas e busco ser alguém de quem se goste. Mas também busco excelência em tudo que faço: na fotografia, na música, escrevendo e nos meus relacionamentos.

É muito significativo para mim saber que essas qualidades recebem bastante atenção na Bíblia. Entre os valores básicos do cristianismo estão: “Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade e domínio próprio” (Gálatas 5.22-23). Gosto da passagem que diz: “Por isso mesmo, empenhem-se por acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pedro 1.5-7). 

A Bíblia ressalta também a importância de trabalhar com excelência: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3.23). Para mim isso significa fazer tudo com o melhor de nossa habilidade, como se Deus estivesse olhando por cima de nossos ombros, avaliando nosso esforço e qualidade do nosso trabalho.

Meu mentor Elgin Smith faleceu, mas sua influência em minha vida permanece, especialmente seus exemplos de procurar ser uma pessoa boa e amigável e realizar tudo com excelência. Até hoje frequentemente penso: “O que Elgin Smith faria?”

*Jim Mathis, diretor executivo do CBMC em Kansas, Missouri e em conjunto com a esposa Louise dirigem uma Cafeteria. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com).

Praticando o Discipulado Relacional


Um grupo da Intervarsity (Aliança Bíblica Universitária) estava “quebrando a cabeça” para encontrar maneiras de atrair os não crentes. Os eventos sociais não estavam funcionando, apesar de todos os convites e planejamentos. Finalmente, um obreiro exasperado disse: “Eu vou trazer o meu amigo não-cristão para a reunião de oração esta noite”. O líder do grupo estava com medo do que poderia acontecer. Será que o incrédulo se fecharia para a leitura das Escrituras, o culto cristão, e o compartilhamento profundo?

O não crente chegou à reunião e amou cada momento. Ele ficou emocionado ao ver as pessoas adorando. Ele gostou do compartilhamento profundo. Ele provou a autenticidade, e foi muito bom!

Enquanto refletiam sobre o que aconteceu, eles passaram a ver que seus amigos não cristãos estavam com fome de Deus, com fome de realidade e de relacionamento. Eles não queriam programas impessoais, eletrizantes. Eles queriam fogo, calor, a verdade.

A igreja primitiva cresceu quando Deus acendeu um fogo entre os primeiros cristãos para viverem a vida cristã. Atos 2.43-47, diz:

“Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.”

Quando Cristo é a Cabeça ativa de sua igreja, e Seu povo está afinado com Ele, Ele acrescenta dia a dia novas pessoas à igreja.

Patrício acreditava que pertencer vem antes do crer.

Quando as pessoas experimentam o amor genuíno e serviço, elas param para observar. Bryan Stone escreve:

A coisa mais evangélica que a igreja pode fazer, portanto, é ser igreja não apenas em público, mas como um público novo e alternativo; não apenas na sociedade, mas como uma nova e distinta sociedade, um existência social nova e sem precedentes.



Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.
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O motivo do discipulado


O propósito do Discipulado é um só. Todavia, ele é como uma corda traçada de vários fios. Podemos mencionar os elementos que somam ao principal motivo.

Quando aderimos ao discipulado estamos sendo obedientes ao imperativo da Grande Comissão de Jesus (Mateus 28.18-20), que nos ordena fazer discípulos de todas as nações. Não discipular equivale a desobedecer a um dos mandamentos mais contundentes de toda a Bíblia.

Ao aplicar o discipulado, apresentamos o evangelho da salvação aos eleitos de Deus, proporcionando a oportunidade para que o Espírito Santo aplique a graça de Deus às mentes e corações. Evangelizar é compartilhar Jesus no poder do Espírito, deixando os resultados com Deus, visando à reeducação para uma vida transformada.

Através do discipulado preciosas vidas são libertadas das trevas e do poder de Satanás para a luz do reino do Filho de Deus.

Com o discipulado a igreja cresce espiritual e numericamente.

Pelo discipulado ensinamos as pessoas a reconhecer a soberania de Cristo sobre todas as esferas da vida humana, inclusive na ciência, na arte, na educação, na economia, na política e no lazer.

O propósito essencial que envolve todos os demais é a glória de Deus. O profeta Oseias disse:“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a Terra” (Oseias 6.3).




Extraído do Livro “Discipulado Um a Um: Crescimento com Qualidade”Abe Huber, MDA Publicações, 2012.