"E Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
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Crianças à luz da Bíblia

A criança, a vida da infância, faz parte da vida do povo de Israel como da nossa hoje. Por isso na história bíblica é normal encontrar fatos inerentes às crianças. O ponto de partida é que no judaísmo existia um grande amor por elas: Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
(Salmos 127:3,4)

A partir de Levítico 27,6 (entre um mês e cinco anos, o homem será avaliado em cinco siclos de prata e a mulher em três siclos de prata), se deduz que existia muita mortalidade infantil, tanto que no primeiro mês de vida a criança não tinha nenhum valor (em relação a esta tabela de valores estabelecida em vista de anular certas promessas feitas). O menino, 8 dias depois do nascimento, era circuncidado e recebia um nome (Gênesis 17,12; Lucas 1,59). Nos primeiros anos de vida a criança era responsabilidade da mãe (Provérbios 6,20; 31,1), que dava de mamar à criança durante 3 anos, segundo 2Macabeus 7,27).

Entre os deveres das crianças está o mandamento de obedecer aos pais (Êxodo 20,12). No Novo Testamento, contudo, também os pais precisam prestar atenção a não provocar a raiva das crianças (Éfésios 6,1-4; Colossenses 3,20).

Nos evangelhos, em Mateus 18:1-4 encontramos uma passagem muito importante. Jesus diz aos seus discípulos que precisam ser como as crianças. O contexto é aquele da disputa entre os discípulos que tentavam descobrir quem era o maior. Jesus, então, para recriminá-los, diz esta frase. O termo grego usado é “paidion”, que indica o neném, diminuitivo de criança (“pais”). Ora, o que Jesus quer dizer é que a criança pequena põe toda a sua confiança nos pais e não pretende ser grande: quando tem frio tem certeza que os pais lhe arranjarão o agasalho adequado. É essa atitude de confiança que Jesus pede aos discípulos, invés da competição (cf. Romanos 12,16).

Transmitindo ensinamento parecido, encontramos outro texto importante, que mostra o contato de Jesus com as crianças, encontra-se em Lucas 18,15-17: Traziam-lhe até mesmo as criancinhas para que as tocasse; vendo isso, os discípulos as reprovavam. Jesus, porém chamou-as, dizendo: “Deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo, aquele que não receber o Reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele”

Há outros textos que podem inspirar ulteriores reflexões:

Provérbios 20,11 – Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.

Provérbios 22,6 – Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.

Provérbios 22,15 – A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.

Provérbios 23,13 – Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.

Provérbios 29,15 – A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.

Mateus 21,16 - E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?

Lucas 1,41 – E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

Lucas 10:,21 – Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.

João 16,21 – A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.

Marcos 7:20-23

E continuou: “O que sai do homem é que o torna ‘impuro’. Pois do
interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as
imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as
cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia,
a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e
tornam o homem ‘impuro’ ”.
-- Marcos 7:20-23


Algumas pessoas pensam que o homem é naturalmente bom. São as
influências externas que o levam a pecar. Faça um mundo melhor e os
homens viverão como Deus quer. Será? Segundo Jesus, o que torna o
homem um pecador não é o que entra nele, mas, o que sai. Ou seja, o
pecado nasce em nossos corações. É por isso que toda a preocupação
com as formas e as fórmulas é em vão se o coração não for
transformado. Dos doze pecados que Jesus cita, metade são atitudes
ou pensamentos, e a outra metade - as ações - começam no coração.
Só Jesus tem o poder de efetuar a verdadeira transformação de nos
livrar do redemoinho de maldade que nasce dentro de nós. Por mais
que desejemos e por mais que tentemos, nunca vamos chegar lá pela
nossa força. Só Jesus pode nos levar à nova vida. Esta vida produz
não só coisas boas, mas coisas incríveis, coisas que nunca
imaginamos que nós estaríamos fazendo ou querendo antes. Mas, só
Jesus pode nos levar lá. É por isso que precisamos tanto dEle e
devemos tanto a Ele. Você refletiu hoje sobre o quanto Ele já mudou
em sua vida?

Alfabetização com a Bíblia


Segundo a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil), milhares de pessoas no Brasil e no Mundo têm suas vidas transformadas por meio de programas de alfabetização e do estímulo à leitura da Bíblia. Livro mais lido, traduzido e distribuído de todos os tempos, a Bíblia Sagrada tem servido de inspiração para uma ação muito especial. Imbuídas da vontade de conhecer mais profundamente a Palavra de Deus, pessoas de todo o mundo aderem a programas desenvolvidos por organizações cristãs que ensinam a ler e a escrever, tendo como base as Sagradas escrituras.

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) é uma organização protestante brasileira que tem como finalidade traduzir, produzir e distribuir Bíblias, na íntegra ou em partes e porções. Surgiu após a II Guerra Mundial, quando ocorreu no país uma maior procura pelo livro, tendo sido fundada em 10 de junho de 1948, no Rio de Janeiro. Faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas, associação protestante em escala mundial que reúne 146 sociedades bíblicas protestantes, atuantes em mais de 200 países. Desde a fundação da SBB, em 1948, a revista A Bíblia no Brasil vem informando a seus leitores os principais acontecimentos do Brasil e do mundo em torno da Palavra de Deus. Com periodicidade trimestral, esta revista é um veículo fundamental para aqueles que querem saber sobre as atividades desenvolvidas pela SBB para divulgar, traduzir e distribuir a Bíblia Sagrada.

No seu expediente 247 de maio a julho de 2015, tendo como editor chefe, Emi Walter Seibert, a revista trás uma importante reportagem sobre a inclusão social através da alfabetização. Com 31 projetos de alfabetização, as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) já beneficiaram mais de 500 mil adultos e crianças da África, Ásia, Oriente Médio e das Américas. Também entre os brasileiros as ações se multiplicam, com programas desenvolvidos pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e varias outras organizações que ajudam cidadãos a romper a barreira do analfabetismo e conquistar a inclusão social. Na visão do secretario de comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB, Erní Seibert, a Biblia tem duplo papel na alfabetização: “Para muitas pessoas ela serve como motivação para aprender a ler, porque as Escrituras Sagradas são fonte de inspiração para suas vidas. Por outro lado, a Bíblia é, para muitos, o grande livro de leitura, por meio do qual crescem na habilidade de entender textos”, ele afirma. A alfabetização, entretanto, ainda é um enorme desafio no Brasil e no Mundo. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mostrou que ainda existem cerca de 774 milhões de adultos que não sabem ler ou escrever e que 72% desse total concentram-se em grupo de apenas dez países. O Brasil figura entre eles, na oitava posição, ganhando apenas de nações muito populosas como Índia, China e Paquistão.

O que se busca com a alfabetização associada às Escrituras, primordialmente, é transformação do individuo e da sociedade. As SBU relacionam a alfabetização à dignidade, independência e integridade das pessoas. O programa das SBU é reconhecido pela UNESCO e deverá alcançar um milhão de pessoas, com projetos em 50 idiomas, até o final de 2015. A alfabetização associada à Bíblia oferece benefícios a adultos e crianças em todo o mundo. Em países assolados por guerras civis, por exemplo, a escola é um dos primeiros equipamentos sociais a serem fechados e, quando a paz volta a reinar, há uma geração de analfabetos que precisa ser atendida. “Ai a alfabetização de crianças e jovens é muito importante, mas a de adultos sempre precisa acontecer porque muitos deles não são alcançados pelos sistemas de ensino dos países”, avalia Seibert. Parceiro da SBB e com um sistema de ensino aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Centro Evangélico Brasileiro (CEB) atua com alfabetização por meio da Bíblia. Sua metodologia, que já beneficiou milhares de pessoas, foi criada pelo Pr. Gilberto Estevão. Tudo começou na década de 1960 quando, em trabalho missionário no Rio Grande do Sul, ele encontrou comunidades carentes, com pessoas que não sabiam ler nem escrever, mas queriam conhecer as Sagradas Escrituras. Atualmente, há 123 denominações evangélicas participando do programa de alfabetização desenvolvido pelo CEB, em todo o País. A aplicação do método dura 40 semanas. “A Bíblia é um instrumento extraordinário para ensinar”, exalta Estevão.

O esforço da SBB para tornar a Bíblia acessível a todas as pessoas inclui o desenvolvimento de publicações que incentivam o aprendizado da criança. Diversos títulos infantis oferecem ensino de valores, atividades lúdicas, exercícios de fixação e auxílios à compreensão do texto. A partir da leitura de historias das Sagradas Escrituras, professores buscam melhorias na alfabetização. Assim como, outras publicações caracterizam-se por estimular a reflexão e o habito da leitura entre jovens e adultos. Para Erni Seibert, o esforço da alfabetização deve ser ampliado cada vez mais, porque impacta na inclusão social. “Quando tiramos indivíduos do abismo do analfabetismo e os aproximamos de Deus por meio da Bíblia, estamos transformando vidas e investindo em uma sociedade melhor”.

Segundo Senna, a alfabetização ou literacia consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do ato de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. Todas essas capacidades citadas anteriormente só serão concretizadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral. A alfabetização de um indivíduo promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo. Seguindo essa lógica de letramento, não há duvidas que a SBB vem executando um trabalho louvável e eficiente, para promover inclusão social, cidadania, e transformação cultural, social, política, econômica e tecnológica. Com técnicas de letramento que vão alem dos limites sociais, a SBB, através da Bíblia, esta fazendo o que Cristo realmente veio trazer a humanidade que é transformação de vidas.

O texto é indicado a pedagogos, teólogos, cristãos de um modo geral, e a todos que anseiam conhecer melhor a Sociedade Bíblica do Brasil.



Lucas 7:11-13

Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão. Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e
uma grande multidão da cidade estava com ela. Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: “Não chore”.
Lucas 7:11-13

Duas grandes multidões se encontram. Uma segue um corpo morto. Outra segue o Senhor da vida. Até hoje a humanidade se divide nestes dois. Infelizmente, ainda hoje o maior grupo não segue o caminho da vida, mas, rumo ao cemitério. Quando Jesus diz para a mãe não chorar, não é que ele despreza a sua dor. Marido morto, filho único sendo carregado para o enterro. A dor dela era demais para agüentar. Será que Jesus pensou em sua própria mãe, que em breve estaria passando por isso? Jesus compreende nossas dores. Ele sente nossas perdas. E ele nos conforta com o anúncio de que a hora de chorar terá fim.

Levítico

Título


Em hebraico, os livros de Moisés não têm títulos particulares; servem lhes de título as primeiras palavras do livro. No Gênesis o preâmbulo "no princípio" define o caráter do todo o livro, e acontece o mesmo com as palavras "chamou o SENHOR" que abrem o Levítico.


Realmente não há outro livro da Bíblia que contenha tantas palavras expressas pelo próprio Deus. Nesse livro, Deus, de Seu santuário celeste, chama a Moisés e com ele a todo Israel. O Senhor exorta o homem a se santificar para se aproximar dEle. Isto seria o papel principal da tribo de Levi. Como esse conjunto de ordenanças rituais que compõe o livro regula o comportamento dos sacerdotes em seu ofício, os tradutores da versão grega dos Setenta, intitularam-no simplesmente Levítico.



Finalidade do Livro

A santidade de Deus tem exigências das quais o homem não está consciente. Moisés foi intimado a se apresentar à tenda da congregação, onde Deus estava, para receber dEle as diretrizes de que Israel precisava. Mas, por que tantas instituições cerimoniais, cujos detalhes são minuciosamente previstos por Deus, e onde nada foi deixado ao acaso? O Espírito de Deus tem em vista aqui uma dupla finalidade.


a) Mostrar ao israelita o contraste entre suas limitações próprias e a justiça absoluta dAquele que lhe fala, e esta é a palavra chave do livro: "Disse o SENHOR a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o SENHOR vosso Deus sou santo" (19:1,2).


b) Apresentar com antecedência ao israelita o supremo sacrifício, o de Jesus Cristo, através dos múltiplos holocaustos e sacrifícios de expiação, que prefiguram a obra realizada na cruz do Calvário.


É, pois, um livro que não revela seus tesouros, senão â luz do Novo Testamento, e que só pode ser meditado se nos colocarmos diante da Pessoa e obra de Jesus Cristo.




O plano do livro

Capítulo 1-10: o que Deus propõe a Israel


Cinco sacrifícios (cap. 1-5)


Um sacerdócio bem regulado (cap. 6 e 7)


Sacerdotes inteiramente consagrados (cap. 8-10).





Capítulos 11-27: o que Deus prescreve a Israel

Leis absolutas abrangendo todos os domínios da vida.



Nesta seção alguns capítulos são mais importantes que outros:

13-14 - A lei sobre a lepra, que prefigura a obra de Cristo em relação ao pecado.
16 - A lei da cerimônia das expiações, tipo da obra de Cristo na cruz.
23 - A lei sobre as festas de Israel, imagens representando o conjunto da obra eterna de Cristo.
26 - As bênçãos, que ilustram a sorte presente e futura do povo de Israel, fora de Cristo e depois em Cristo.




Glossário



7:34
O peito movido - Ato de apresentação a Deus, com movimento de um lado para outro (confira 7:34 e 23:11).

8:7,8
A estola sacerdotal - Estola é a túnica do sacerdote, guarnecida de pedras preciosas (confira Êxodo 28:6-30) entre elas o Urim e o Tumim (luz e perfeição): antes que Sua palavra fosse escrita, Deus dava certas diretrizes por intermédio desses objetos, cuja natureza exata nos é desconhecida (confira Números 27:21; 1 Samuel 23:9 e 28:6; Esdras 2:63).

8:10,12-13;10:3
Consagrar - Separar, santificar.

10:6
"Para que não morrais" - Para um sacerdote, tocar um cadáver representava grave imundícia, impedindo-o de servir ao Deus vivo.

14:4
Hissopo - Pequena sarça (1 Reis 4:33) cujos ra¬mos serviam de pincel.

4:10
Efa - Medida de capacidade.

16:8
Bode emissário - O primeiro bode degolado sobre o altar, prefigura a obra expiatória de Cristo, "entregue por causa das nossas transgressões" (Romanos 4:25 a). O segundo bode, enviado vivo ao deserto, prefigura a obra de Cristo "ressuscitado por causa da nossa justificação" (Romanos 4:25 b). Não somente levou nosso pecado na Cruz, mas, enfrentando o diabo que nos acusa, Ele o expulsou para sempre!

20:4
Moloque - deus pagão ao qual os idolatras ofereciam sacrifício de crianças (confira 18:21; 2 Reis 23:10; Jeremias 32:35).


27:28-29
Santíssima ao SENHOR - Objeto, animal ou pessoa consagrada a Deus de que o homem não podia se apoderar sem incorrer em severo julgamento divino. Ilustração: Josué7.

Panorama Bíblico

“O SENHOR com mão forte nos tirou da casa da servidão” – Êxodo 13.14.






A palavra Êxodo

No texto original hebraico, os cinco livros de Moisés não têm denominação; servem de título as suas primeiras palavras. Assim o segundo livro da Bíblia é designado sob a epígrafe: "São estes os nomes" (1:1).


A palavra êxodo vem do grego "êxodos", que significa "saída" ou "partida". Tirada de Êxodo 19:1, ela aparece pela primeira vez como título do livro na versão grega dos Setenta (3º século A.C.). Encontramos esse termo em Lucas 9:31, quando, no monte da transfiguração, o Senhor Jesus conversava com Moisés e Elias sobre a Sua "partida", que ia realizar-se em Jerusalém, seja Sua ressurreição e ascensão.


A expressão "êxodo" resume, pois, admirávelmente a mensagem desse livro, descrevendo a partida vitoriosa do povo de Israel, libertado do Egito pelo poder do Seu Redentor.




O autor de Êxodo

É no Êxodo que aparece a primeira menção de livro do Senhor (Êxodo 17:14), isto é, a Revelação divina em estado embrionário, redigida em rolos de papiro. Moisés é encarregado de registrar nele a narração dos principais acontecimentos, continuando assim uma tarefa anteriormente começada.


Instruído em toda a sabedoria dos egípcios (Atos 7:22), depois genro do sacerdote de Midiã, Moisés era particularmente credenciado para ser o primeiro escritor sagrado, ainda mais por ter vivido quarenta anos na península do Sinai, berço do alfabeto. Depois de ter sido impulsionado pelo Espírito a escrever o Gênesis (confira 2 Pedro 1:21), ele continuou a assumir essa função sob a inspiração de Deus, através de sua carreira de legislador (confira Êxodo 24:4), e até o fim de sua peregrinação terrestre (confira Deuteronômio 31:24).





Mensagem do Êxodo

Deus intervém em favor de Israel, Seu povo oprimido, para livrá-lo miraculosamente da mão de Faraó. Por causa da oposição persistente de seu rei, o Egito foi assolado por dez pragas sucessivas, marcando a última o ponto culminante do castigo divino: a morte do primogênito de todas as famílias.


Mas ao mesmo tempo que o braço do Senhor se estende contra o Egito, Sua mão de graça segura Israel para livrá-lo desse castigo, resgatando-o com o sangue do cordeiro. E a seguir o conduz através do Mar Vermelho e pelo deserto do Sinai. Foi, pois, no mais glorioso dos livramentos, que a vida nacional do povo eleito teve início e se desenvolveu.



O tema do Êxodo

Uma palavra resume o ensinamento desse livro, tão rico em instruções para nós: Redenção. Deus agiu efetivamente para com Israel como Redentor; libertou o povo de um poder inimigo, colocou-o sob a proteção do sangue expiatório do cordeiro pascal, dirigiu-o passo a passo, de etapa em etapa, proveu miraculosamente a todas as suas necessidades, comunicou-lhe as instruções apropriadas para a sua marcha pelo deserto.


Que maravilhosa imagem da experiência do redimido! Jesus Cristo é o nosso Redentor: livra-nos do poder de Satanás; salva-nos por Seu sangue expiatório, e conduz-nos por um cami­nho seguro, provendo-nos sempre do alimento espiritual necessário.




O Êxodo, ilustração da vida cristã

Vamos descobrir como, neste livro, tudo nos fala da obra de Jesus Cristo em favor do crente. A oposição de Faraó, entravando a partida de Israel, ilustra a oposição do diabo, que sempre entrava a conversão e a marcha cristã. A imagem do sangue do cordeiro, colocado nas ombreiras das portas de cada uma das moradas israelitas, descreve claramente a eficácia da proteção do sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus, ante o julgamento.

A passagem do Mar Vermelho mostra claramente que a conversão é o ponto de partida em que Deus acaba com os hábitos do passado. A água viva, jorrando no deserto, prefigura a fonte refrigerante da comunhão com Cristo.

O maná, caindo cada manhã, lembra muito sugestivamente o alimento espiritual diário, recolhido na leitura da Bíblia. No combate de Israel contra Amaleque, podemos reconhecer a luta contra o diabo, nosso adversário, que nos espreita desde nossos primeiros passos na vida cristã.

Quanto à lei, dada por Deus no Sinai, ela pode prefigurar as sãs e equilibradas ordenanças que o Senhor comunica a Seus filhos no Novo Testamento, para regular sua vida e seu serviço para Ele.


O fim do livro, ou “a doutrina cristã edificada”

Observação semelhante pode ser feita sobre o assunto dos capítulos 25 a 40, principalmente consagrados ao tabernáculo, o templo portátil dos israelitas no deserto. Por que tanta precisão e tantas minúcias? Elas fazem sobressair a importância do assunto, mas será preciso o Novo Testamento para interpretar essa magnífica mensagem.


O tabernáculo é, com efeito, a imagem, a sombra das coisas celestes (Hebreus 8:5; 9:1-14). Todos os seus objetos materiais, fazendas coloridas, utensílios, ou o sacerdócio que devia aí se realizar, representam de maneira precisa os diversos aspectos da obra de Cristo, nosso Redentor e Sacerdote.


A mensagem das epístolas do Novo Testamento, expondo a doutrina cristã e a vida de santificação do crente, é como que pintada de antemão pelos elementos que constituem o tabernáculo. Ele é, pois, uma magnífica ilustração para expor a salvação e a marcha cristã.

Frases Notáveis a Respeito da Bíblia

ABRÃAO LINCON: O 16º Presidente dos Estados Unidos em 1860. "Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro".


W.E. GLADSTONE: foi um grande homem do século 19 da política britânica. Foi o líder do partido liberal e Primeiro-Ministro em quatro governos, de 1868 até 1894.
" Eu conheci 95 grandes homens de minha geração, e destes 87 eram seguidores da Bíblia. A Bíblia foi impressa com uma originalidade tão especial e uma incontável distância a separa de todos ou outros livros que competem com ela."

GEORGE WASHINGTON: um dos fundadores e primeiro presidente na história dos Estados Unidos da América.

"É impossível governar direito o mundo sem Deus e a Bíblia"

NAPOLEÃO: Militar, estadista imperador dos Franceses Trata-se de um verdadeiro mito formado pela História que, mesmo após mais de 200 anos de existência, continua sendo reverenciado pelo mundo inteiro. Napoleão foi capaz de ganhar inúmeras batalhas com soldados menos preparados do que os de seu adversário graças à motivação e à iniciativa desenvolvidas por ele.

"A Bíblia não é um mero livro, mas uma criatura viva, com um poder que conquista aqueles que se opõem a ela"

DANIEL WEBSTER: Dotado de prodigiosa memória, desde jovem dedicou-se ao estudo das letras clássicas, com especial atenção aos oradores da antiguidade. Lia e decorava Cícero, completamente embevecido, para depois declamá-lo. Ainda moço, começou a revelar-se um prodigioso orador.
Formou-se em Direito, iniciando uma triunfal carreira nos Tribunais norte-americanos. Rapidamente obteve a celebridade e passou a ser citado como exemplo de eloqüência judiciária. Logo o povo norte-americano levou-o para o Congresso, e daí como secretário de Estado dos presidentes Harrison e Tyler. A sua atividade política, de 1813 a 1852, foi febricitante, agitada o tormentosa. Era, portanto, um orador com possibilidades extraordinárias.A sua glória permanece intocável, sendo um dos nomes veneráveis nos EUA. Um grande advogado da unidade política norte - americana!

"Se há qualquer coisa em pensamentos ou estilo para recomendar, o crédito é devido aos meus pais por inculcar em mim, desde cedo, amor pelas Escrituras Sagradas [A Bíblia]." "Se nós nos firmarmos nos princípios ensinados na Bíblia, nosso país irá continuamente prosperando, mas se nós e a nossa posteridade negligenciarmos a instrução e a autoridade da Bíblia, nenhum homem poderá prever a catástrofe repentina que irá nos oprimir e sepultar nossa glória na mais profunda obscuridade".

THOMAS CARLYLE: historiador escocês, crítico e escritor especializado em sociologia.

"A Bíblia é o mais verdadeiro modo de falar que já veio por letras alfabéticas para alma do homem, a qual, como através de uma janela divinamente aberta, todo homem poder olhar para dentro da paz da eternidade, e discernir em vislumbres sua distante e longamente esquecida casa [celestial]."

THOMAS HUXLEY: Conhecido como "Buldogue de Darwin" foi um dos primeiros e mais ardorosos defensores e críticos da Teoria da Evolução por seleção natural proposto por C. Darwin.

"A Bíblia tem sido a Carta Magna dos pobres e oprimidos. A raça humana não está em uma posição que pode dispensá-la".

W. H. SEWARD: Senador americano pelo Estado de nova York, conhecido pela sua posição anti-escravagista. Foi um lider do novo partido republicano, desde o início do mesmo. Concorreu para ser presidente dos EEUU, mas a sua nomeação foi preterida em favor da de Abraão Lincoln. Mesmo assim, foi Scretário de Estado de Lincoln por oito anos.

"A inteira esperança do progresso humano está em depender do cultivo continua da influência da Bíblia."

PATRICK HENRY: Símbolo da luta Americana pela liberdade, foi congressista e por três vezes governador do Estado da Virgínia, autor da famosa frase: 'Dê-me a liberdade ou a
morte'"

"A Bíblia é o mais valoroso entre todos os livros que já foram impressos".

ANDREW JACKSON: Em 1828, foi eleito para a presidência dos Estados Unidos, um rude fronteiriço, um plantador e general de milícia que fizera sua fama lutando contra índios e contra ingleses, com ele começava uma nova história na vida da democracia americana - a democracia jacksoniana.

"Aquele livro senhor, é a rocha sobre a qual repousa a nossa República"

ROBERT E. LEE: General - Chefe das forças do Sul na Guerra de Secessão , também chamada de Guerra Civil Americana.

" Em todas as minha perplexidades e angustias a Bíblia nunca tem falhado em me dar luz e força"

LORD TENNYSON: poeta inglês.

"A leitura da Bíblia é uma educação em si mesma"

HORACE GREELEY: célebre jornalista de Nova Iorque, posteriormente candidato à presidência dos EUA.

"É impossível escravizar mental ou socialmente um povo que ler a Bíblia. Os princípios da Bíblia são a base da liberdade humana"

JOHN QUINCY ADAMS: 6º.Presidente dos Estados Unidos (1825-1829) nascido em Braintree, hoje Quincy, Massachusetts, ficou na história da nação como diplomata de atuação decisiva na segunda guerra da Independência e na elaboração da Doutrina Monroe, além de um dos maiores inimigos da escravidão em seu país. Filho de John Adams, segundo presidente dos Estados Unidos, estudou na França e nos Países Baixos, depois em Harvard, onde se formou em direito (1787).

"Tão grande é minha veneração que o mais cedo que meus filhos comecem a lê-la, maior é a minha confiança na esperança de que eles serão cidadãos úteis e respeitáveis".

IMMANUEL KANT: foi um dos mais importantes e influentes filósofos da modernidade. Seus estudos e ensinamentos nos campos da Metafísica, Epistemologia, Ética e Estética tiveram grande impacto sobre a maioria dos movimentos filosóficos posteriores.

"A existência da Bíblia, como um livro para o povo é o grande benefício que a raça humana já tem experimentado. Toda tentativa para menosprezar a Bíblia é um crime contra a humanidade".

CHARLES DICKENS: escritor inglês.

" Novo Testamento é o melhor livro que já foi ou será escrito no mundo".

SIR WILLIAM HERSCHEL: astrônomo inglês que descobriu Urano e catalogou mais de l800 estrelas duplas e 2.500 nebulosas.

"Toda descoberta humana parece ser feita somente para o propósito de conformar-se mais e mais poderosamente com as verdades contidas nas Sagradas Escrituras". 

SIR ISAAC NEWTON: físico, matemático e astrônomo inglês.
"Existem mais marcas seguras de autencidade na Bíblia do que em qualquer história profana."

Plano de Leitura da Bíblia



E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32
1. Duas semanas sobre a vida e os ensinos de Jesus
 Primeiro dia LUCAS 1: Os preparativos para a chegada de Jesus
 Segundo dia LUCAS 2: A história do nascimento de Jesus
 Terceiro dia MARCOS 1: O começo do ministério de Jesus
 Quarto dia MARCOS 9: Um dia na vida de Jesus
 Quinto dia MATEUS 5: O sermão do monte
 Sexto dia MATEUS 6: O sermão do monte
 Sétimo dia LUCAS 15: As parábolas de Jesus
 Oitavo dia JOÃO 3: Uma conversa com Jesus
 Nono dia JOÃO 14: As últimas instruções de Jesus
 Décimo dia JOÃO 17: A oração de Jesus a favor dos seus discípulos
 Décimo primeiro dia MATEUS 26: A traição e a prisão de Jesus
 Décimo segundo dia MATEUS 27: A morte de Jesus na cruz
 Décimo terceiro dia JOÃO 20: A ressurreição
 Décimo quarto dia LUCAS 24: A aparição de Jesus após a ressurreição

2. Duas semanas sobre a vida e os ensinos de Paulo
 Primeiro dia ATOS 9: A conversão de Saulo
 Segundo dia ATOS 16: O chamado de Paulo para a Macedônia e um aprisionamento
 Terceiro dia ATOS 17: Cenas da viagem missionária de Paulo
 Quarto dia ATOS 26: Paulo conta a história de sua vida a um rei
 Quinto dia ATOS 27: Naufrágio a caminho de Roma
 Sexto dia ATOS 28: A chegada de Paulo a Roma
 Sétimo dia ROMANOS 3: Um resumo da teologia de Paulo
 Oitavo dia ROMANOS 7: A luta com o pecado
 Nono dia ROMANOS 8: A vida no Espírito
 Décimo dia 1CORÍNTIOS 13: Paulo explica o amor
 Décimo primeiro dia 1CORÍNTIOS 15: Reflexões sobre a vida após a morte
 Décimo segundo dia GÁLATAS 5: A liberdade em Cristo
 Décimo terceiro dia EFÉSIOS 3: Paulo resume a sua missão
 Décimo quarto dia FILIPENSES 2: Imitação de Cristo

3. Duas semanas sobre o AT
 Primeiro dia GÊNESIS 1: A história da criação
 Segundo dia GÊNESIS 3: A origem do pecado
 Terceiro dia GÊNESIS 22: Abraão e Isaque
 Quarto dia ÊXODO 3: Moisés encontra-se com Deus
 Quinto dia ÊXODO 20: A entrega dos dez mandamentos
 Sexto dia 1SAMUEL 17: Davi e Golias
 Sétimo dia 2SAMUEL 11: Davi e Bate-Seba
 Oitavo dia 2SAMUEL 12: Natã repreende o rei
 Nono dia 1REIS 18: Elias e os profetas de Baal
 Décimo dia JÓ 38: Deus responde a Jó

 Décimo primeiro dia SALMO 51: Uma confissão clássica
 Décimo segundo dia ISAÍAS 40: Palavras de consolo da parte de Deus
 Décimo terceiro dia DANIEL 6: Daniel e os leões

 Décimo quarto dia AMÓS 4: Séria advertência de um profeta