"E Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
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Bio Bianca Toledo



A missionária Bianca Toledo é casada com o Pastor Felipe Heiderich e mãe de José Vittorio.
Ela tem uma marca que está revolucionando o mundo; A Marca de um verdadeiro milagre de ressurreição, seguido de um compromisso marcante com Deus.
Bianca sempre foi uma criança que procurava por Deus. E as angustias da infância intensificaram esta busca. Na adolescência precisava de respostas, e não desistiu de encontra-lo. Tornou-se uma mulher determinada a ser feliz, apesar do que a vida lhe ofereceu e esse realmente é um dos mais fortes traços de personalidade dela. Diante da injustiça e do egoísmo do mundo que em vivemos ela encontrou um Deus rico em misericórdia, Justiça e amor.

Caminhando com Ele desde os 16 anos foi liberta de vícios e prisões emocionais, assim como transtornos comportamentais aliados a depressão, o transtorno de ansiedade e TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Ainda que a renovação da mente e a cura das emoções, assim como a reprogramação de novos hábitos fosse um processo gradativo e desafiador, a determinação a mantinha sempre dedicada a buscar e a restauração completa de sua identidade para o exercício do que sempre acreditou ser o seu chamado: Adorar a Deus e anuncias suas Boas Novas. Descobrindo na adoração e no serviço a igreja que sua vida poderia ter um significado imensurável, se envolveu em todos os departamentos onde conseguia se sentir útil. Se aproximando sempre de pessoas que poderiam lhe ensinar algo.

Ainda assim, na idade adulta teve altos e baixos, escolhas certas e erradas. Porque ainda tinha dificuldades em confiar totalmente o controle de sua vida nas mãos de Deus. A carência e a insegurança lutavam sempre contra a vontade de fazer a vontade perfeita e inegociável de Deus. Mas nem sempre ela se rendia ao que achava certo, e quando obedecia a impulsos impensados normalmente aumentava suas aflições. Estes temas hoje são profundamente abordados por ela em suas ministrações.

“Conheço o caminho da pressa e da ansiedade, da carência e da solidão. O caminho da insegurança e da autossuficiência. Reflexos de um coração que por muito tempo resistia render-se por completo, mesmo sem saber o por quê.
Deus sabia da minha sinceridade e não desistiu de mim. Ele tinha planos maiores que os meus.”Bianca Toledo.

Bianca fez faculdade de música e tornou-se compositora e cantora gospel, e também empresária da área de marketing, mas construiu uma vida solitária e longe da família. Aos 29 anos ficou noiva depois de apenas dois meses de namoro, e com 4 meses de noivado se casou contrariando o conselho de familiares e amigos porque não queria mais viver só. Esta decisão precipitada teve duras consequências e 2 anos seguintes de muita aflição.

Um contexto de abuso emocional a mantinha refém de um relacionamento destrutivo e a decisão de ser fiel a Deus e o medo de decepcionar a família e a igreja faziam com lutasse de todas as formas. Até que clamou pelo socorro de Deus. Ela queria voltar para o centro de sua vontade custe o que custasse. Porque mesmo depois de 10 anos de exercício ministerial, seu coração havia adoecido por uma série de decisões regidas pela carência.

Seu coração insistia diante de Deus, mesmo sofrendo, que queria ter um filho. E aos 31 anos recebeu uma cura inexplicada onde foi curada da esterilidade descoberta na adolescência gerada pela endometriose. E quando estava prestes a realizar seu maior sonho esta gravidez foi interrompida (aos 8 meses), o intestino se rompeu e ela viu a morte de muito muito perto.

Já em coma, salvaram o bebê, mas ela não o conheceu. Muitas igrejas e ministérios se envolveram nesta luta pela vida! Amigos de toda parte faziam campanha e vigília pela internet.
Fernanda Brum, Eyshila, Chris Duran, Pr. Josué Valandro Junior, Paulo Cesar Baruk e Rebeca Nemeer e tantos outros...

O quadro agravou para uma Infecção generalizada com falência múltipla de órgãos, em um contexto clinico

complexo onde permaneceu ligada as maquinas sem perspectiva nenhuma dada pela ciência. As igrejas se uniram pela internet 24hs por dia em oração e havia um site que as reunia em horários alternados para falar com Deus clamando insistentemente.

Algo não as deixava parar de fazer isso; o agir sobrenatural de Deus! A corrente alcançou outros países, crédulos e incrédulos unidos pela compaixão. Mais de 300 transfusões de sangue, falência definitiva de todos os sistemas do organismo, 2 paradas cardíacas de 18 minutos, miopatia severa e multifatorial (paralisia facial e corporal),uma fístula abdominal grande e profunda, além de sequela vocal permanente, sequelas motoras, neurológicas e emocionais.
As imagens e registros são inacreditáveis! Depois de quatro meses sem vida, tudo que haviam feito em oração se concretizou de forma milagrosa. Uma tragédia onde tudo parecia ser o fim, levantou um exército que descobriu o poder de uma igreja que ora. Os órgãos voltaram a funcionar espontaneamente e sem sequelas. Surpreendendo e impactando toda equipe médica. Com o organismo destruído por antibióticos não havia chance de uma vida normal novamente. Mas Bianca recebeu alta.

A voz de cantora se tornou “voz de monstro" chamada pelas fonoaudiólogas assim. Os membros atrofiados, os cabelos caíram e o abdômen aberto por uma grande fistula incurável. A aparência que antes trazia tanta vaidade agora era a de uma paciente vitima de alguma síndrome crônica e terminal.

“Eu posso dizer que entendi o valor da vida quando recebi de volta o ar que eu respiro. E me livrei do respirador mecânico e da traqueostomia. Finalmente vi meu filho pela primeira vez e toquei nele só quando já tinha sete meses de idade.
Redescobri a vida. Livrei-me das vaidades. Fui resgatada da superficialidade e no meio da dor mais profunda que alguém pode experimentar,. perdi tudo, mas a gratidão de viver de novo me reconstruiu.
A bíblia diz que o Poder de Deus se faz perfeito em nossas fraquezas e eu vivi isso da forma mais real e completa que alguém pode imaginar. Conheci o poder de Deus e a irrelevância humana.“ disse Bianca.

Na chegada do hospital ela havia perdido a aparência que tinha e a autonomia física e emocional, a voz, o vinculo com o bebe que tanto aguardou quando estava em sua barriga.
Com apenas 40 dias de alta descobriu que o seu marido estava em conflito com o casamento e após 4 meses soube que ele havia decidido pelo divórcio. A solidão e o medo fizeram vigília em sua porta, mas a mesma igreja que clamou pela sua ressurreição se fez presente na reconstrução de suas capacidades físicas, emocionais e espirituais. Sua igreja local, IBCBarra e seu pastor Josué Valandro Junior acompanharam todo processo de perto desde a gravidez e na reabilitação Bianca recebeu todo apoio necessário. Sua amiga. Pra. Fernanda Brum, via nela o chamado profético de cura e milagres e aos poucos dizia que o Deus que a havia levantado iria preenche-la instituindo este poderoso ministério.
O Espírito Santo agiu poderosamente reconstruindo convicções, e operando milagres invisíveis, curas profundas da alma que a tornaram livre para se entregar ao ministério integral que Deus a chamara a tanto tempo.

“Descobri um caminho de cura constante que me curou de dentro pra fora. Passei a compreender a Bíblia de forma revelada e a verdade que há nela mudou minha visão. Passei a viver o que a Bíblia diz, incrivelmente, na pratica, compreendendo seus detalhes. Não há como continuar a mesma! Na medida da intensidade da experiência que eu tive assim continuei vivendo, sem perder a consciência do valor de cada segundo de vida. Hoje sei que a Plenitude de Deus é para todos, mas a morte do ego é fundamental. E Deus sobrenaturalmente restaurou todo meu corpo e todas as áreas da minha vida com generosidade e amor.
Me dando mais do que sonhei enquanto vivo para Ele. Exaltarei o nome de Jesus Cristo enquanto eu viver.“ afirma a missionária que após 3 anos casou-se novamente com Felipe, pastor há mais de dez anos, e hoje juntamente com seu marido lidera o ministério Prova Viva onde vive dedicada integralmente ao ensino da Palavra e restauração da igreja. Bianca se tornou conferencista e autora Best-Seller de dois livros, um deles auto biográfico e outros relacionados a cura das emoções e a edificação da igreja. Sua vida está em reconstrução e avivamento constante, resultados de uma consagração radical e certamente as histórias de transformações e milagres nunca cessarão. Porque estes sinais são a marca do seu chamado ministerial e motivo pelo qual ela afirma ter sido curada.

“Afim de anunciar o Poder de um Deus que não desiste de alcançar nossos corações, e pela sua misericórdia e graça oferece seu amor e poder afim de nos preencher por completo. Este é o motivo da minha vida hoje. Anunciar a volta de Jesus e manifestar o poder da Verdade estampada em minha vida.“

Onde foi parar o marido?



Há poucos dias conversava com uma colega de trabalho a respeito da necessidade dos maridos participarem mais das tarefas que envolvem a educação dos filhos. Ela então decidiu mostrar-me seu Facebook. Para minha surpresa em quase todas as fotos, inclusive da área de trabalho de seu computador, apareciam somente ela e o filho. Imediatamente eu perguntei: – Onde foi parar o seu marido? Com um misto de riso e espanto ela me respondeu com outra pergunta: – Como assim? Eu disse para ela: – Até aqui todas as fotos que você me mostrou, inclusive as selfies, são de uma família monoparental! Parece que a ficha caiu e ela, inocentemente, me disse: – O meu marido fala a mesma coisa. Ele diz que depois que tive filho é como se ele não existisse mais.

Pode ser que alguém que lê este artigo esteja rindo de si mesma e de sua situação, pois é assim que acontece em muitas famílias, boas famílias. Esqueci de dizer que o filho dela já não é mais um bebê, longe disso.

Não caia na armadilha da paternidade centralizada nos filhos. Ela é extremamente perigosa, às vezes mortal para o casamento. Expressões do tipo “Filhos são pra toda vida, marido não” nascem de um equívoco social e de uma estratégia sutil de desqualificar a figura do pai que, já esta comprovado, é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável da criança. Acha que estou exagerando? Lembre de alguns filmes e perceba se não é a figura do pai a que sempre determina o comportamento, reações, destino e até mesmo a relação afetiva dos filhos (Armagedon, Ferias no Trailler, Duas Vidas, Procurando Nemo, O Dia depois de Amanhã, etc.)

Mamãe traga seu marido novamente para ser protagonista e figura constante em suas fotos com seus “bebês”. No final das contas você vai descobrir que filhos não são “prá” vida toda. Eles vão achar o caminho deles, o amor deles, terão seus próprios filhos. E não será ótimo se um dia você e seu companheiro estiverem vivendo juntos a linda experiência de terem educado filhos com um forte senso de unidade familiar construído ainda na tenra infância deles.

Deus os abençoe.

Dinart e Norma Barradas
Diretores dos cursos de Paternidade.

Um Exército Feminino na Terra



Elas fizeram a diferença em seu tempo. Mesmo com todas as limitações que possuíam, conseguiram deixar seu registro no livro mais importante do mundo: a Bíblia. 


Abigail – Uma das esposas de Davi, foi mulher de Nabal. Esse era duro e maligno em todo o seu trato. Precisando Davi e seus homens de alimento em uma certa ocasião, Nabal negou-se a ajudá-los mesmo tendo anteriormente usufruído de favores dos homens de Davi. Diante do desprezo de Nabal, Davi deu ordem a seus homens para que destruíssem tudo que pertencesse a Nabal até o amanhecer. 


Abigail soube da atitude insensata e egoísta do marido, se antecipou apressadamente e separou duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas preparadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas e duzentas pastas de figos, e os pôs sobre jumentos. 


Quando Abigail se encontrou com Davi e intercedeu pela paz, este disse: “Bendito o Senhor, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro. Bendita seja a tua prudência, e bendita sejas tu mesma, que hoje me tolheste de derramar sangue e de que por minha própria mão me vingasse.” 


Bate-Seba – Era esposa de Urias, um guerreiro heteu a serviço do rei Davi. Passeando uma tarde pelo terraço do palácio, Davi ficou impressionado com a beleza de Bate-Seba, que estava se banhando em sua casa. Davi a seduziu e chegou ao cúmulo de expor seu marido Urias à morte em uma batalha, colocando-o a combater sozinho, mesmo sem chance de sobreviver (2 Sam.11). Bate-Seba engravidou de Davi, mas a criança morreu por juízo de Deus ( 2 Sam 12:15-18). 


Bate-Seba tornou-se uma das esposas de Davi e teve mais quatro filhos, incluindo Salomão, que sucedeu a Davi no trono.(I Crô.3:5). Bate-Seba e o profeta Natã convenceram Davi a instalar Salomão como rei (I Reis 1:5-40). Ela é mencionada na genealogia de Jesus Cristo, em Mateus 1:6. 


Jeoseba – Era filha do rei Jorão, tia de Joás, esposa do sacerdote Joiada, uma mulher que amava a Deus juntamente com seu esposo. 


Ao saber que a rainha Atalia iria exterminar os possíveis herdeiros que ameaçassem o seu governo no trono, mostrou-se corajosa, escondendo o menino Joás da linhagem real. Jeoseba escondeu o pequeno Joás e a sua ama em um dos aposentos do templo para salvá-lo. Jeoseba manteve o menino em segurança por seis anos, até que fosse feito rei para reinar em Judá (2 Reis 11:1–3). 


Rute – Rompeu com as tradições e costumes de seu povo, deixou para trás laços que havia aprendido desde a mais tenra infância e abandonou seus deuses para servir ao Deus Altíssimo, que sua sogra havia lhe apresentado. Rompeu completamente com o paganismo politeísta para ser monoteísta. Sua lealdade com a sogra Noemi foi extraordinária: “Porque aonde quer que tu fores, eu irei.” 


Miriã – Foi quem pôs o bebé Moisés numa cesta revestida de betume e a colocou no Rio Nilo, ficando de perto vigiando o destino do seu irmão. Foi também adoradora com cantos e tamborins. 


Débora – Era juíza e também profetisa do Senhor, mulher a quem Deus usara poderosamente. Louvada por sua coragem e sagacidade militar (Juízes 4). 


Hulda – Mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás. Ela habitava a cidade baixa de Jerusalém e foi usada por Deus para falar ao povo de Israel (2 Reis 22). 



A rainha Ester – Livrou Israel da extinção tramada pelo perverso Hamã (Ester 4-8). Ela foi capaz de arriscar sua própria vida em prol de todo um povo. Enfrentou os inimigos de sua gente com bravura, sabedoria e inteligência. 


Uma mulher cujo nome é desconhecido salvou as vidas dos espias que Davi mandou a Jerusalém (2 Samuel 17:17–21). 


Outra mulher sábia, cujo nome não é mencionado, impediu que Joabe destruísse uma cidade, ao persuadir seus habitantes a cortar a cabeça de Seba, atirando-a para Joabe, do lado de fora dos muros da cidade (2 Samuel 20:16–22). Assim, ela ajudou a pôr fim a uma rebelião contra Davi. 


Outra mulher alimentou o profeta Elias (1 Reis 17:9–15). 


Um mulher eminente providenciou comida e um quarto para o profeta Eliseu (2 Reis 4:8–10). 


Maria, mãe de Jesus, é exemplo de uma grande mulher. Ela se dispôs a dar de si mesma para servir humildemente a Deus. Quando o anjo anunciou que o corpo dela seria o instrumento pelo qual Cristo viria ao mundo, ela respondeu modestamente: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.” (Lucas 1:38) 


Várias mulheres, utilizando recursos próprios, supriram as necessidades de Jesus e dos apóstolos (Lucas 8:1–3; Mateus 27:55; Marcos 15:41). Entre elas estavam Marta, irmã de Lázaro, e Maria (Lucas 10:38–42; João 12:2). 


Uma samaritana, cujo nome não é mencionado, recebeu a grande lição sobre a verdadeira adoração no poço de Jacó, e levou uma cidade inteira a ouvir Jesus (João 4:21–42). 


Maria, irmã de Lázaro, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo. Foi o maior feito de adoração a Jesus. 


Uma mulher, em Betânia, ungiu Jesus na casa de Simão. Ela aproximou-se do mestre trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo que derramou sobre a cabeça dele, estando ele à mesa. Jesus explicou que aquele gesto da mulher, de derramar o perfume sobre Seu corpo, ela havia feito já O preparando para o sepultamento (Mateus 26:7–13). 


Após a morte de Jesus, muitas mulheres continuaram a pregar o seu Evangelho, direta ou indiretamente. Nos dias de hoje, um verdadeiro exército feminino trabalha para Deus. Seja dentro das igrejas, em missões, ou em centenas de outros ministérios espalhados por todo o mundo. 



Bio Lottie Moon





Hoje é comum a gente ver missionárias solteiras. Nem sempre foi assim. E elas tiveram que lutar muito pela igualdade.

Uma das que mais batalharam por este direito foi a norte-americana Lottie Moon.

Na faculdade, teve uma marcante experiência religiosa durante uma série de conferências, lembrada por ela com as seguintes palavras:

– Fui ao culto para criticar e voltei ao meu quarto para passar a noite em oração.

Pouco tempo depois, em plena guerra civil, ela se formou no grupo das cinco primeiras mulheres do sul dos Estados Unidos a completarem um curso superior. Logo após a morte de sua mãe, a irmã mais nova, Edmonia, foi nomeada como missionária na China. No ano seguinte, Lottie foi atrás.A irmã não aguentou o trabalho e voltou. Lottie continuou na China.

Isso a deixou muito deprimida. Nessa época, recebeu uma carta de um antigo namorado, propondo que se casassem e fossem atuar como missionários no Japão. Ela pensou muito e concluiu que era melhor continuar na China.

O trabalho não ia bem. Seu desejo era `andar entre os milhões’ como evangelista. Não foi o que aconteceu. Como era mulher, acharam que só podia ser professora. Ela protestou, bem ao seu estilo:

– Relegar as mulheres a tais papéis é a maior insensatez das missões modernas. Desejo levar o Evangelho ao maior número de pessoas que eu possa alcançar. Não posso fazer, ao mesmo tempo, o trabalho da escola e o do interior. (...) Se posso optar entre escola e evangelização, prefiro as aldeias.

Por fim, depois de 12 anos na China, mudou-se para outra cidade, para um trabalho pioneiro de evangelização. Não foi fácil. Como método e para não escandalizar o povo, tornou sua casa uma espécie de centro de reunião. Deixou de comprar comida estrangeira, acostumou-se com a comida chinesa e passou a se vestir à chinesa também. Essa identificação foi a chave do sucesso. Cinco anos depois, foram batizadas cinco pessoas por um missionário especialmente convidado. Lottie dividia o tempo entre duas cidades. Em Ping-tu evangelizava diretamente e em Tengchou treinava novos missionários.

Mas havia uma outra frente missionária: eram as cartas, sempre sinceras e desafiadoras, que mandava para os batistas dos Estados Unidos, especialmente a mulheres.
Por meio dessas cartas, sugeriu que as mulheres fizessem uma semana de oração e oferta para as juntas missionárias:

– Será necessário dizer por que deve ser preferida a semana antes do Natal? Não é esta época festiva, quando os membros de uma família e os seus amigos trocam presentes em memória da Dádiva oferecida no altar do mundo para a redenção da raça humana, o tempo mais apropriado para que consagremos uma parte, quer da abundante riqueza, quer da extrema pobreza, às boas novas de grande alegria para todo o mundo.

A resposta foi pronta. As mulheres se mobilizaram. A oferta é até hoje muito importante para o sustento da obra missionária dos batistas ao redor do mundo, inclusive no Brasil. A cada natal são levantados mais de dois bilhões de reais; é o que os americanos chamam de `Oferta de Natal Lottie Moon’.

Quase ao final de sua vida, essa missionária teve que enfrentar uma outra batalha. A China e o Japão declararam guerra. A cidade onde Lottie morava estava bem no centro do conflito.Assim, um dia, ao chegar em casa, descobriu um grande buraco na parede de seu quarto. Era a bala de um canhão que passara por cima de sua cama, para cair no quintal. Nem por isto deixou de dormir em sua casa, chamada de `Pequena Encruzilhada’.

A situação foi ficando difícil. Em meio à guerra, os crentes começaram a ser perseguidos. Lottie teve que fugir para o Japão. Seu desejo era voltar. E ela o fez, para enfrentar uma outra e última batalha.

A China estava sendo assolada pela varíola, pela seca e pela fome. As escolas tiveram que ser fechadas. Centenas de crentes morreram. Lottie fez tudo o que pôde; deu todo o dinheiro que possuía. Deprimida pelo que via diariamente, ficou sem comer. Logo ficou também doente.

Quando o médico chegou, descobriu que Lottie Moon estava morrendo de inanição. Seus colegas providenciaram uma passagem de volta para os Estados Unidos, acompanhada de uma enfermeira.

Era tarde demais. Ela morreu no navio, aos 72 anos de idade, já na costa do Japão. Seu martírio foi diferente dos de Policarpo de Smirna e Balthasar Hubmaier. Como estes, no entanto, morreu como conseqüência do seu compromisso de ser fiel até à morte.

O jornal de missões do seu país escreveu: `Lottie Moon era o melhor homem entre os nossos missionários’.

Os batistas e a igreja em geral devem muito a essa defensora da igualdade entre homens e mulheres e dessa impulsionadora do espírito missionário.


PRINCIPAIS MOMENTOS

Nome: Charlotte (Lottie) Diggs Moon
Nascimento: 1840
Países: Estados Unidos e China
Cidades: Tengchou, Ping-tu
Morte: 1912
Causa da Morte: Inanição (fome)

PENSAMENTOS

“O que as mulheres que vão para a China desejam é oportunidade e liberdade para realizar o maior trabalho possível. (...) O que as mulheres têm o direito de exigir é a perfeita igualdade”.

“A simples justiça exige que as mulheres tenham igualdade de direitos com os homens nas reuniões e na conduta do trabalho missionário”.

“Não pode haver certamente alegria maior do que salvar almas”.

“O mundo é o campo e onde quer que haja um lar para ser transformado ou uma alma a ser redimida, há trabalho para a mulher que quer servir a Cristo”.